A neve não cai, pousa.
Os meus olhos emocionam-se com a sua leveza.
O resto do meu corpo não. Gosta de sensações mais fortes.
Como Ray Charles. E chocolate quente.
O resto do corpo não está em sintonia com os meus olhos.
Para satisfação da alma.
segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
Domingo com neve
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sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
O escritor e a cidade
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quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Mulher magríssima
Está a subir agora a Rue Malibran com a caixa ao colo. Uma caixa de cartão. Uns três quilos de mangas, se não mais. Tem o carro estacionado a meio da rua, um renault twingo azul escuro, com três portas. Abre o porta-bagagens, atira com a caixa lá para dentro, fecha o porta-bagagens, contorna o carro, entra no carro. Parece satisfeita.
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segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
O senhor do chapéu II
Hoje estava sentado num banco de jardim. A cauda do fraque descia pelo banco até ao chão e a cartola descansava na bengala, que estava, por sua vez, apoiada nas costas do banco. Um quadro engraçado de se ver. O senhor tinha as costas muito direitas e lia uma banda desenhada com o respeito de quem lê o novo testamento: os braços elevados e uma concentração muito séria. Quando passámos em frente ao banco, pudemos ver a capa do livro: Objectif Lune.
Sentámo-nos mais longe, a uns cinquenta metros, num banco de jardim que tinha vista para o seu. Ali ficámos muito tempo e, a certa altura, deixámos mesmo de escrever as nossas preciosas notas por já nos doerem todos os ossos das mãos. Estava frio, imenso frio. A esta altura já as nuvens do céu eram agora iguais às que saíam da boca. O senhor do chapéu continuava sem chapéu, concentrado na leitura.
Uma rapariga corajosa passa. Além das previsíveis calças de ganga e das botas de salto raso, traz um gorro enfiado na cabeça, luvas grossas, casaco almofadado, cachecol e uma trela colorida, a que vem preso um cão. O cão é branco, tem imenso pêlo, não parece ter frio.
Passam agora em frente ao senhor do chapéu que levanta os olhos do seu objectivo lunático para contemplar a dona e o domesticado.
Eu e o narrador decidimos agir imediatamente. Cinquenta metros depois estávamos em frente ao senhor do chapéu.
- Desculpe, você acabou de roubar um cão!
- Sim, o Milu! – e mostrou-nos uma imagem do Milu ao lado do Tintim.
- Você não pode roubar cães!
- Ai não?! Peço imensa desculpa.
- Onde está o cão?
- Na cartola, não se preocupem. Algum de vocês já foi à lua?
- Não, nunca fomos. E você?
- Também não, mas gostava. Sabem onde posso encontrar o professor Girassol?
- Não, não sabemos.
- E o Tintim?
- Também não. Desculpe, mas vai ter de devolver o cão. Onde está ele?
- Na cartola, já vos disse.
- Tem de devolvê-lo imediatamente. Não pode andar aí a roubar cães às pessoas. Além de que esse cão não é o Milu. É parecido com o Milu, mas não é o Milu.
- Ai não?!
- Não. Esses cães chamam-se Fox Terrier de pêlo duro.
- Pêlo duro é apelido?
- Não. É a raça. Fox Terrier de pêlo duro é a raça. O tipo de cão, percebe?
- Ah, ok. Não haverá outros de pêlo mole?
- Sim, claro.
- Então queria antes um desses. Ter pêlo duro é desagradável para quem dá festinhas, não acha?
- Acho!
- Sabe onde posso encontrar um cão de pêlo mole?
- Sim, sei. Eu levo-o ali a um canil para você escolher o cão que quiser.
- Obrigadíssimo. Vou então tirar o Milu da cartola.
O senhor meteu a mão no chapéu brilhante, mas, em vez de um Fox Terrier, tirou de lá outro animal, nomeadamente um coelho. No primeiro momento nenhum dos três disse nada, ficámos apenas a olhar para o roedor desconhecido. O senhor parecia muito desiludido, abanava a cabeça repetidamente. A única coisa que o cão e aquele coelho tinham em comum era a cor.
- Peço-vos imensa desculpa. De vez em quando acontece-me isto: as coisas que entram na cartola transformam-se em coelhos.
- A sério?! Então porquê?
- Não sei. Deve ser um erro no software.
- No software?
- Sim, no software.
- No software da cartola?
- Sim.
- Você é mágico?
- Não.
- Ah, então a nossa hipótese preferida comprova-se! Essa cartola é uma máquina do tempo.
- Sim, é verdade!
- Você vem do passado?
- Não, venho do futuro.
- Do futuro?!
- Sim, do futuro.
- Assim vestido?!
- Sim.
- Você é cientista?
- Não.
- Então é o quê?!
- Sou informático.
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quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
O senhor de chapéu I
Trata-se evidentemente de uma cartola. Insisto: o senhor que passeia no parque traz uma cartola na cabeça. Isto provoca em nós (em mim e no narrador) tal estranheza que gostaríamos de o seguir. Infelizmente nenhum dos dois tem tempo e ficamos só a observar.
Para ajudar no lento compassar do passo, traz uma bengala, embora não se apoie nela. Em vez disso, empurra-a para a frente com força, poisa-a assertivamente no chão - os movimentos são largos e perigosos. De vez em quando gira a bengala no ar.
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terça-feira, 11 de Novembro de 2008
No quiosque
Do quiosque. Dos jornais. Da rua.
Qualquer coisa o fascina no quiosque. Várias coisas. Todas as coisas. Não, afinal são só três.
A primeira é a porta. Um pedaço de madeira e vidro, muito leve, muito branco. Quando se abre ou fecha, toca um sino. Ou dois. Não dá bem para perceber. O som é parecido com os badalos que se ouvem no monte: com os chocalhos das vacas, das ovelhas, das cabras (e não com os sinos das igrejas).
A segunda (que não é coisa, mas sim pessoa) é a senhora. Aquela senhora. A do quiosque. Olha para a porta sempre que o sino toca. Para ver quem entra, quem sai, quem fica. Está sempre à caixa. Uma senhora amável. Que se pode amar. Que se ama. O homem que quer comprar um postal desconfia que os cabelos da senhora do quiosque da rua cheiram a tinta de impressão, que o seu rosto é de papel ou esferovite e não de carne e osso. Frágil. Tem óculos quadrados e neles se espelham todas as letras de todos os jornais.
A terceira coisa que o fascina é o próprio papel. Os sentidos segundo o papel. O cheiro do papel, a textura, os dedos, a voz, o peso. Papel mate, papel couchê, papel bouffant, papel de jornal, a arte de ser papel. Por agora, esquece-se desta paixão pelo papel. Tem outra: quer comprar um postal.
Foi até ao fundo do quiosque. Onde está a secção de postais. São muitos. Imensos. Demasiados. Uns dizem coisas, outros só uma palavra, outros nada de nada. Há postais de tudo. Aniversário, casamento, nascimento, baptizado, Natal, Páscoa. Postais para dizer que se ama. Para desejar as melhoras. Para pedir desculpa. O homem inquieta-se, confunde-se. Fica duas horas a ver postais. Uma decisão difícil. No final, escolheu um postal que não dizia nada: na frente tem uma azinheira no meio de um prado. No verso nada.
- Escolheu um postal bonito.
- Gosta?
- Gosto.
- Estava ali um bocado indeciso, sabe?
- Sei, pois! Ficou duas horas a ver postais!
- Verdade?!
- Verdade. É tudo?
- Não. Queria também um selo, por favor.
- Correio nacional?
- Sim.
- Normal?
- Não. Correio azul, por favor.
- Para chegar mais rápido, estou a ver.
- Sim, o mais rápido possível.
O homem pagou. Guardou o selo na carteira, fechou a carteira, devolveu-a ao bolso. Já estava a preparar-se para sair, quando reparou no seguinte: ao lado da caixa registadora havia um pequeno mostrador com cartões de visita. Do quiosque. Era um cartão muito simples em fundo branco. O homem tirou um.
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segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Roupão sem fim
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sábado, 8 de Novembro de 2008
A escrita segundo António Lobo Antunes
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sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
Então como estão os seus filhos?
- Desculpe, deve estar a confundir-me com alguém.
- Não, não estou! É mesmo consigo.
- Ai sim?
- Sim, sim, claro! Então como estão os seus filhos?
- Os meus filhos?!
- Sim, como estão eles? Enormes já, não?
- Não, minha senhora. Eu não tenho filhos.
- Ó, que pena! Então e se tivesse?
- Se tivesse?!
- Sim, se tivesse! Como estariam os seus filhos?
- Ó minha senhora, mas eu já lhe disse que não tenho filhos.
- Está bem. Mas e se tivesse?
- Se tivesse?!
- Sim, se tivesse filhos.
- Olhe, tinha-os!
- E como estariam os seus filhos então?
- Sei lá. Olhe, estariam bem, acho.
- Aaaaah, estariam bem! Ainda bem!
- Ainda bem?!
- Ainda bem que estão bem!
- Mas, minha senhora, isto era só uma mera hipótese. Se eles existissem!
- Sim, eu sei! Mas você acha que eles estão bem! Ainda bem que você acha isso.
- Mas porquê "ainda bem"?
- Porque sim, preocupo-me muito com os seus filhos.
- Mas eu já lhe disse que não tenho filhos.
- Está bem, já percebi. Mas podia ter.
- Podia, sim, mas não tenho.
- Mas se tivesse, eles estariam bem. É o que interessa.
- Ó minha senhora, isso não interessa nada. Se eu não tenho filhos, não interessa nada.
- Mas é como se os tivesse.
- Como se os tivesse?!
- Sim, claro. Se quer bem aos seus filhos, é como se os tivesse.
- Não, não é. Como poderia ser?! Eu nunca os conheci! Como poderia ser mãe deles? Não tenho filhos, percebe? Meta isso na cabeça.
- Sim, meto, claro! Mas não se irrite. Você é jovem. Ainda está muito a tempo.
- Muito a tempo?! Muito a tempo de quê?! De ter filhos?!
- Sim, claro. Ainda está a tempo.
- Mas, ó minha senhora, quem é que lhe disse que eu quero ter filhos?
- Ora essa, a menina ainda agora disse que queria!
- O quê?! Eu não disse nada disso.
- Você disse: "Estariam bem". Se tivesse filhos, "estariam bem"! E claro que estariam! Porque você trataria deles, seria uma mãe para eles. É óbvio que a menina quer ter filhos.
- Ó minha senhora, você nem me conhece! Nunca me viu na vida! Como é que pode estar a dizer isso?
- Menina, mãe é mãe. Se você quer bem aos seus filhos, é mãe. Mesmo que eles não existam.
- Desculpe, minha senhora, mas isso não faz grande sentido.
- Faz, sim. Todo o sentido… Olhe, vou ter de sair aqui nesta paragem, infelizmente.
- Ok! Passe bem, minha senhora.
- Você também. Adorei falar consigo!
- Olhe, gostava muito, mas não posso! É que eles não existem.
- Então invente-os! Se eles não existem, têm de ser inventados! Não acha?
- Não, não acho.
- Claro que acha, ora então! Dê-lhes cumprimentos meus, está bem?
- Já lhe disse que não posso.
- Também não precisa de ser já, querida. Dê-lhes depois.
- Depois?!
- Sim, depois.
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quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
Debaixo da terra
À nossa frente vem um rapaz que é quase um homem. Ou melhor, um rapaz que quer ser homem e não sabe. Ou que não sabe ser homem, mas quer sê-lo. Ou o contrário: que sabe ser e não quer. De qualquer das formas, pelo compasso das pernas e a posição minguante, há qualquer coisa que o rapaz quer e não sabe. Ou que sabe e não quer.
É estudante. Tem uma mochila às costas, logo deve ser. Frequenta um instituto técnico ou coisa do género. Passa nas práticas e chumba nas teóricas. Filho único, arriscamos. De mãe trabalhadora e pai ausente (ou, pelo menos, pouco presente).
Não se pode ter tudo, claro, mas o rapaz não sabe disso. Não quer isso. Não aceita.
Uma luz ao fundo do túnel, um som tempestuoso de Juízo Final e o metro chega. É sempre assim, por isso ninguém se assusta. Está quase vazio o metro por causa da hora (é cedo).
O rapaz encosta-se à parede. Flecte um joelho e calca a parede com o pé direito. Tira do bolso um telemóvel demorado, consulta-o. O aparelho emite uma luz esquisita, igual à dos objectos voadores não identificados. Do outro bolso saem uns fios negros atrapalhados que sobem pelo peito como plantas trepadeiras e desaparecem nos ouvidos: uns headphones de enfiar até aos tímpanos. (O rapaz gosta do que ouve, ou pelo menos parece: abana a cabeça em consonância.)
Continua especado a olhar para o telemóvel, vai carregando nas teclas todas, não sabemos o que faz.
Chega outro metro. Vai para Norte. O rapaz descola o pé da parede e entra na primeira carruagem. (Nós também.) O rapaz senta-se. (Nós não. Vamos bem de pé.)
O rapaz pousa a mochila no colo, abre-a, tira um jornal equivocado. Trata-se possivelmente de uma edição estudantil a contestar o sistema educativo. Consulta a publicação de trás para a frente, salta os artigos. Não lê, vê. Fecha o jornal, gira-o na mão e interessa-se pela contracapa: um anúncio qualquer de um concerto ou de uma festa.
Regressa ao telemóvel, à luz não identificada. De repente levanta-se, sai naquela estação.
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quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Banda sonora para a manhã de quarta-feira
A propósito deste pensamento, regressou à cozinha. Passado pouco tempo reapareceu na sala. Trazia um tabuleiro nas mãos. E nele vinham deitados os talheres e um prato, a cafeteira e uma chávena que dizia: Dreams come true. Num dos cantos vinha escondido um pacote de manteiga. Pousou o tabuleiro na mesa de jantar e voltou à cozinha. Regressou com um saco de pão de forma que se chamava British breakfast.
A música acabou entretanto e ela teve pena. Teve realmente pena, imensa pena. Talvez se viesse a esquecer da melodia muito em breve, ou mesmo daqui a nada, parecia-lhe até que já se esquecia, que já se tinha esquecido. Uma música de viagem pelo Sul da Europa não devia acabar. Nunca. Ou pelo menos, não agora. Nesta manhã de quarta-feira. Como se chamaria a música? Como dar um nome a uma música sem voz?
Interrompeu o pensamento para ouvir o homem da rádio. Contava qualquer coisa. Um tom monocórdico, igual às manhãs. Ela pediu um desejo: Diz o nome do guitarrista, mas o homem da rádio não disse nada disso, tinha naturalmente outras prioridades.
Bebeu café. Bebeu mais café. Comeu pão com manteiga. Pensou: E a música? Já não me lembro da música. Encolhe os ombros e escuta.
Bebeu café. A chávena dizia: Dreams come true e ela riu-se.
Pergunta-se: Como será a vida de alguém que muda o mundo? Que pode mudar o mundo? Que vai mudar o mundo? Que quer mudar o mundo? Que pessoa é essa? Para onde vai?
Admite: Antes ser música. Sim, antes música. Sem nome nem voz. Uma melodia que ninguém conheça, mas que toda a gente tenha ouvido. Uma vez na vida. De manhãzinha. Na rádio. Uma banda sonora para a manhã de quarta-feira.
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terça-feira, 4 de Novembro de 2008
À hora do lanche
Um nojo.
De vez em quando, fazíamos bolinhas com o miolo. Atirávamo-las um ao outro ou jogávamos ao berlinde.
Também gozávamos com os professores. Imitávamos as vozes e os gestos, ríamos que nem uns perdidos. Havia aquele professor da "crosta terrestre", coitado. E as histórias do Bernardo, que só fazia asneiras nas aulas.
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segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
Estados muito Unidos
Coloquemos a seguinte pergunta:
com cabeça, tronco e membros,
o que seria o Alasca?
Sim, o que seria o Alasca? Veja o mapa e diga-me o que seria o Alasca.
É uma pergunta interessante.
Para ajudar o leitor a dar uma resposta, resolvemos fazer uma coisa muito americana, nomeadamente uma multiple choice question que é, basicamente, uma pergunta seguida de respostas: umas erradas e outras correctas. A pergunta vai atrás e as respostas à frente. Cá estão elas:
Se os Estados fossem um corpo humano com cabeça, tronco e membros, o Alasca seria…
a) …uma cabeça sem cavaleiro.
b) …o cu de Judas.
c) …um cão rafeiro.
Clique na sua resposta ou veja a sua resposta em baixo.
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Se respondeu a)
Infelizmente, esta resposta não está correcta. Se pretende saber qual a resposta certa, clique aqui ou continue a ler em baixo.
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Se respondeu b)
Ena! Você foi suficientemente perspicaz para virar o mapa ao contrário (e nunca o mundo, que esse está sempre em pé, para onde quer que o rodemos).
(Por exemplo, se os Estados Unidos defecassem, o Alasca poderia ser o seu resultado. No entanto, esta resposta não consta das múltiplas escolhas porque o Alasca também tem direito à vida. E como sabemos, a merda não vive.)
Infelizmente, esta resposta não é correcta. Já se sabe que não existem cus separados do corpo.
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Se respondeu c)
Parabéns! Você acertou na resposta certa. Realmente, estando separado dos Estados muito Unidos, e caso estes fossem um corpo humano com cabeça, tronco e membros, o Alasca só poderia consistir num outro corpo. Independente dos Estados mais unidos, como é evidente, mas seguindo-os sempre e para todo o lado, mais ou menos perto, mais ou menos longe, fielmente. Concluímos assim que o Alasca seria, nem mais nem menos, do que um animal de estimação. Amicíssimo do corpo muito unido.
Um cão, portanto. Branco como a neve, com a cabeça naturalmente fria. Muito fria. (Não seria o Alasca se não tivesse a cabeça muito fria.) Tão fria que o cão não a usaria. Os seus próprios membros também não a coçariam.
E portanto, se os Estados Unidos fossem um corpo humano com cabeça, tronco e membros, o Alasca seria um cão, com a sua cabeça, o seu tronco e os seus membros. Provavelmente feio. Rafeiro. Doente. Cheio de
(E estava eu neste exercício de escrita quando me apercebi do seguinte: Ora bolas, a Sarah Palin é governadora do Alasca! Que triste coincidência. E vai daí, voltei atrás e substituí as pulgas por carraças.)
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