quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

2018

Cá estamos. 2019. Não comi doze passas, não bebi imenso, não vi o fogo de artifício. Fiquei para aqui assim, a enfardar bolo-rei e a pensar no ano que passou.
2018. 
Um inverno muito escuro, um verão muito quente. 
Aretha Franklin, fake news, Facebook. 
O meu filho de madrugada, ao fim do dia, a toda hora.
O Henrique. Meu alicerce, meu moinho de vento.
Andámos na roda gigante. Perdemos um avião. Fomos a Bordéus.
Li uns livros muita bons. Falei com alunos incríveis. De Miranda do Douro. Do Funchal. De Esposende. De Vila Nova de Gaia. Adorei todas as sessões. Adoro escolas. E alunos e professores. 
Estive nas Palavras Andarilhas. Fui picada por uma vespa. Escrevi um livro. Emagreci, mas depois engordei outra vez. Descobri Rachel Cusk. Emma Cline. Juan José Millás.
A Leïla morreu. O Francisco nasceu. O Seedz fechou.
Tive uma crise de costas no verão. Tive um ataque de choro no meio da rua. Tive um ataque de riso ontem à noite.
A torradeira deu o berro. A Živa foi-se embora. A Joana foi mãe. A Luísa também.
2018.
Um ano tão solitário e, ao mesmo tempo, tão habitado.
Tenho tanto sono.
Em 2019 espero dormir mais. 
Isto não é bem uma resolução. É uma intenção. Logo se vê.
Bom ano, malta!


Ilustração do livro “Eu Sou Eu Sei”, Madalena Matoso

sábado, 22 de dezembro de 2018

Os preferidos de 2018: Literatura Infantojuvenil

Não sei como correu 2018 para a viticultura, mas a colheita de literatura infantojuvenil foi bem boa. A seleção do Deus Me Livro começa num mega atlas e acaba num grande mergulho. O meu “Eu Sou Eu Sei” também lá está (eu ai, eu ui), todo muito encolhido e monossilábico, mas cheio de cor e traquinice, ao estilo da Madalena Matoso.



Ver a lista completa aqui: http://deusmelivro.com/mil-folhas/os-nossos-preferidos-de-2018-literatura-infanto-juvenil-21-12-2018/
Bom ano!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

As três Marias

A Mary John portuguesa, a Mary John brasileira e a Mary Jo mexicana finalmente juntas.



sábado, 15 de dezembro de 2018

Jovens Criadores no Plano Nacional de Leitura

Ho ho ho! Olha, que nice! “Como desenhar o corpo humano” é um dos livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura para leitores adolescentes e adultos.
Já vos disse que tenho uma relação emocional com os Jovens Criadores, né?



“A colectânea é bem o testemunho do início criativo de muitos autores que fazem hoje parte do panorama literário nacional (...). Em alguns destes textos, uns com carácter mais irreverente e/ou experimental, o leitor pode já delinear marcas de estilo que se irá descobrir mais tarde na obra editada destes escritores.”
Texto completo: http://catalogolx.cm-lisboa.pt/ipac20/ipac.jsp?session=&profile=pnl2027&source=~!rbml&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!462843~!23&ri=5&aspect=subtab11&res=298&menu=search&ipp=1&spp=1&staffonly=&term=*&index=.GW&uindex=&menu=search&ri=5


terça-feira, 27 de novembro de 2018

Dez quilos de identidade

O meu filho com um ano de idade. Com os seus caracóis. Com aquele ar compenetrado de quem tem uma opinião sobre o assunto. O meu filho a franzir o sobrolho. A olhar para um livro. A comer pão. A pigarrear como um velhinho. Um entendimento qualquer nos olhos. Uma certa paz nos gestos. Como se já tivesse cá estado antes. O meu filho a esfregar o olho. A puxar os botões do casaco. A rasgar uma folha. A morder o sofá. A gatinhar. A estrebuchar. A rir. A dormir. A gritar. A chorar. A bater no espelho. A bater na máquina de lavar roupa. A enfiar-se no alguidar.
O meu filho cada vez mais real. A existir cada vez mais. Tão grande. Tão pequeno. Com ranho no nariz. Com a chupeta ao contrário. Com o macaquinho pela mão. Com cócegas nos pés.
O meu filho, com dez quilos de identidade. Que eu compreendo cada vez mais, mas não conheço nada bem. 
Tão íntimo. Tão nosso. Tão meu.
Tão daqui e dali. E ao mesmo tempo tão misterioso. Tão ele. Tão desconhecido.
O meu filho a existir neste mundo, mas ainda não completamente. Não anda, não desanda, não fala. 

E eu fico aqui assim, a vê-lo existir, com a certeza pasmada de que ainda não sei quem ele é, de que nunca vou saber. O meu filho ri-se e bate palmas. É um ser humano de carne e osso.


sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Mary John na Cidade do México

¡Mira quién va a México!
No próximo domingo, a Mary Jo vai entrar de rompante pela FILIJ - Feria Internacional del Libro Infantil y Juvenil da Cidade do México.


Eu não vou lá estar e tenho pena, claro. Gostava à brava de assistir a esta conversa entre a autora Martha Riva Palacio Obón e a "booktuber" Alejandra Arévalo. Além disso, gostava de dar a mãozinha à Mary Jo, né?
Fogo... Mãe é mãe!

Boa sorte, Mary Jo! És tão jovem, tão ingénua, tão azul. Só me trazes alegrias.

Mega edição das Ediciones El Naranjo com uma tradução impec da Paula Abramo.

sábado, 3 de novembro de 2018

"Como desenhar o corpo humano" no Deus me Livro

A antologia dos Jovens Criadores
"Como desenhar o corpo humano" está em destaque no Deus Me Livro: http://deusmelivro.com/mil-folhas/como-desenhar-o-corpo-humano-v-a-24-10-2018/



Texto de Natacha Cunha:

"Da prosa à poesia, há aqui textos para todos os gostos, capazes de desafiar as fronteiras entre géneros e romper com convenções literárias. Estruturas inovadoras que acompanham temas diversos, dos quais sobressai a imaginação. Desde o diário de viagem ao drama, da saga infantil ao humor, até mesmo ao “prontuário existencial”, a leitura é uma viagem pela criatividade, numa celebração da inovação da juventude e da ideia de literatura enquanto exercício de liberdade."

Oh yeah!
Juventude, literatura e liberdade. É do que este mundo precisa.