Olhem que baril!
Ontem, na Feira do Livro de Londres, foi divulgada a lista dos 39 escritores europeus de literatura infanto-juvenil com menos de 40 anos considerados mais promissores. É uma lista, toda ela, promissora, repleta de autores tenrinhos que vêm todos os cantos da Europa.
E agora espantem-se! A representar Portugal estamos eu e o David Machado.
Até fiquei com soluços.
A lista completa dos 39 autores mora aqui.
A iniciativa, lançada pelo Hay Festival e pela Capital Europeia da Cultura 2017, inclui a edição de duas antologias de contos em inglês e dinamarquês e a realização do festival Aarhus 39, o primeiro Festival Internacional de Literatura Infanto-juvenil, que terá lugar em outubro em Aarhus (Capital Europeia da Cultura), na Dinamarca.
Yupiiii!
Estou feliz até mais não.
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quinta-feira, 16 de março de 2017
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Supergigante no Catálogo White Ravens 2015
Todos os anos a International Youth Library lança o Catálogo White Ravens, uma seleção de 200 livros infanto-juvenis de todo o mundo.
Em 2015, o Catálogo White Ravens inclui 200 obras em 55 línguas, provenientes de 36 países. Podem vê-lo aqui.
É com grande espanto e comoção que vejo o irrequieto Supergigante a representar Portugal ao lado de António Jorge Gonçalves e Natalia Chernysheva.
Na sua apreciação sobre o Supergigante, o júri destaca a estrutura do texto e as ilustrações dinâmicas de Bernardo P. Carvalho.
O Catálogo White Ravens (também conhecido por corvos brancos!) será lançado na Feira do Livro de Frankfurt e marcará forte presença na Feira do Livro Infanto-juvenil de Bolonha.
AAARGH!
Estou a crocitar de júbilo.
Em 2015, o Catálogo White Ravens inclui 200 obras em 55 línguas, provenientes de 36 países. Podem vê-lo aqui.
É com grande espanto e comoção que vejo o irrequieto Supergigante a representar Portugal ao lado de António Jorge Gonçalves e Natalia Chernysheva.
Na sua apreciação sobre o Supergigante, o júri destaca a estrutura do texto e as ilustrações dinâmicas de Bernardo P. Carvalho.
O Catálogo White Ravens (também conhecido por corvos brancos!) será lançado na Feira do Livro de Frankfurt e marcará forte presença na Feira do Livro Infanto-juvenil de Bolonha.
AAARGH!
Estou a crocitar de júbilo.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Mostra dos Jovens Criadores 2012
Apareçam e digam como foi!
Eu lá estarei no dia 22, para o café literário, que é assim um café com cheirinho, servido em chávena escaldada por onde sai uma nuvem de vapor que conta histórias de encantar.
Acho eu...
Não tenho bem a certeza.
quinta-feira, 22 de março de 2012
Lançamento do Livro «Cem anos - 100 palavras»
Hoje, pelas 18h45, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto (Praça Gomes Teixeira) será lançado o livro «Cem anos - 100 palavras», editado pela U.Porto editorial no âmbito das comemorações do centenário da Universidade e do concurso literário com o mesmo nome.
A apresentação do livro será feita por Francisco Ribeiro da Silva, Presidente do Júri do Concurso Cem Anos, 100 Palavras e autor do prefácio da obra.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Prémio Branquinho da Fonseca 2011
Um dia destes fartei-me do meu joelho direito. Vinha no táxi a caminho de casa, e quando olhei para ele, achei-o horrível. Vinha inchado como um sapo e tinha vários cortes na cara. Além disso, era um verdadeiro emplastro, não servia para absolutamente nada.
Nessa altura arrependi-me de várias coisas. Na verdade, de uma só coisa.
Do karaté.
A bem dizer, se não tivesse feito karaté, talvez nunca chegasse a ser operada ao joelho.
Pus-me então a imaginar vidas alternativas para o meu joelho direito, que parecia agora um sapo: natação, equitação, bodyboard, ginástica rítmica, bowling, parapente...
A viagem chegou ao fim, saí do táxi.
O taxista ralhou-me, disse-me não-sei-o-quê da tinta nova e eu pedi muitas desculpas (desolada), expliquei que não era fácil controlar várias pernas ao mesmo tempo. Fui para casa, pé ante canadianas. A esta altura o meu joelho direito coaxava qualquer coisa ao meu ouvido e eu calei-o com um saco de gelo assim que cheguei a casa.
Liguei o computador, li os e-mails.
Pouco tempo depois soube que o meu trabalho com o inacreditável título O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca tinha conquistado o Prémio Branquinho da Fonseca 2011 na categoria de literatura juvenil.
Pausa.
Olhei para o meu joelho direito, mas não consegui olhar para ele por causa do saco de gelo. Debrucei-me sobre o meu joelho, libertei-o do gelo e dei-lhe um beijinho.
Ao contrário do que se podia esperar, o meu joelho direito não se transformou num príncipe. Ficou tal como estava, muito sapudo, as bochechas vermelhas cheias de ar e cicatrizes.
Pensei um pouco sobre poucos assuntos: a ficção e a realidade, o karaté, as vidas alternativas, o Branquinho da Fonseca, a literatura juvenil, O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca.
Concluí que, se não tivesse feito karaté, nada disto teria acontecido.
Não era uma conclusão brilhante, é certo, mas era uma conclusão possível.
O meu joelho direito olhava para mim todo inchado e eu já não o achei tão feio.
Depois fui fazer pipocas e estive a ver um filme do Bruce Lee.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Sea of Words 2010
Fui a Barcelona e a Granada com mais dezanove pessoas. Tenho esta sina de fazer viagens a lugares estranhos com gente estranha, nada de grave. Ganhei um iPod shuffle que será uma óptima prenda de Natal para um dos meus primos e também um Notebook chamado Aspire que tem um teclado espanhol e que ainda nem sequer liguei. Conversei pela primeira vez com uma rapariga de Israel e com uma outra da Palestina. Não falei com elas sobre o conflito porque eu não sabia o que dizer sobre o conflito. Optei por falar sobre homens com a primeira e sobre fotografia com a segunda, assuntos enfadonhos em qualquer parte do mundo. O egípcio escreveu a história dele à beira-mar, disse-me isto umas três vezes. A marroquina não podia beber álcool, tive imensa pena dela. Morava na Holanda. Não conseguia usar muito bem o auricular para ouvir a interpretação do espanhol para inglês, porque tinha os ouvidos tapados com lenços lindíssimos. O turco não podia comer porco, pelo que não pôde saborear a fatia de bacon estaladiço que vinha sentada em cima do salmão. Um desperdício. A lituana era vegetariana por opção, bem como a finlandesa e uma das eslovenas e outras pessoas ainda. O vegetarianismo está na moda. A eslovena vegetariana vestia-se de roxo e tinha uns óculos enormes, estudou dramaturgia. Tinha pinta de dramaturga. O tipo do Montenegro media, à vontade, dois metros. Acho sempre que as pessoas que medem dois metros passam o dia inteiro a jogar basquetebol, por isso estranhei que um tipo de dois metros gostasse de escrever. Não falei muito com o tipo do Montenegro, porque passava o tempo aos segredinhos com uma das polacas. Acabo sempre por me dar bem com eslovenos, não sei porquê. Não temos nada a ver com os eslovenos, mas eu gosto deles e eles também gostam de mim. Vou à Eslovénia no próximo Verão. Já estava decidido antes desta viagem. O espanhol e o italiano diziam piadas que só eles percebiam. Só os latinos percebem os latinos. Não cheguei a trocar uma única palavra com a tipa da Albânia, parece-me. Não houve oportunidade e a tipa da Albânia não gostava lá muito de falar. Não me choca. Uma das polacas falava melhor francês do que inglês, porque vivia em Paris. A outra polaca morava na Finlândia, porque tinha casado com um finlandês. Ossos do ofício. O croata também era casado, mas não tinha filhos, acho. Uma das eslovenas não era casada, mas já tinha um filho. Tinha imensas saudades do filho. Quanto mais próximos estávamos do fim da viagem, mais feliz ela estava. No último dia, andava aos pulinhos. A finlandesa era bissexual. Falámos muito sobre sexo com a finlandesa, como é óbvio. Outro assunto enfadonho. A lituana só tinha 18 anos, falava pouco. O letão usava um chapéu à cowboy, também falava pouco. Fizemos muitas coisas em grupo. Saímos juntos, bebemos juntos, rimo-nos juntos, dançámos juntos. Mas a certa altura não podia ver nenhuma destas pessoas à frente. Queria estar sozinha em casa, a comer pizza, vestida com o meu pijama e o meu roupão, a ver uma série fora de moda como o 24 horas. No entanto, aturei-os até ao fim e quando me vi sozinha no aeroporto de Barcelona, tive pena de não me ter despedido de todos. Com um abraço ou algo do género. Não sei porquê. O palácio da Alhambra é das coisas mais bonitas que vi na vida. Vagueávamos pelos jardins da Alhambra e eu pensava na minha mãe, na sua tez tão escura, no seu nariz árabe. Os árabes estiveram sete séculos na Andaluzia. Isto impressionou-me. Também me impressionou o facto de eu não saber isto. Sou uma pessoa tão inculta, que vergonha de mim própria. Os árabes desapareceram da Península Ibérica. O Hitler não conseguiu tanto. Isto foi dito por uma israelita, não por mim. Granada é uma cidade lindíssima, mas não tivemos tempo para perceber se Granada era, de facto, lindíssima. Gosto de Barcelona. Gosto mais de estar sozinha do que em grupo. Decidi ler As Cruzadas Vistas pelos Árabes. Na tradução inglesa, talvez. Apenas 3% do mercado livreiro de língua inglesa é dedicado a literatura traduzida. Também não sabia isto. O meu texto foi traduzido para francês, é uma sensação estranha ler um texto meu em francês. O Amin Maalouf esteve recentemente em Bruxelas. Não o fui ver, tinha outras coisas para fazer. Há tantas coisas para fazer. Hoje vou jantar pizza. Já estava decidido antes da viagem.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Jovens Criadores '10
No outro dia fui tirar sangue. Coisas da medicina do trabalho. Não penso muito sobre isso, faço o que mandam. Urinei logo de manhã para uma caixinha redonda muito engraçada que daria imenso jeito para guardar clipes e vim para o trabalho em jejum. A única diferença entre esse dia e os outros dias foi ter feito xixi para a tal caixinha e não para a sanita. De resto, vou sempre em jejum para o trabalho ou quase sempre. Cheguei ao 9.º andar e entrei na salinha de espera. A salinha de espera é tão pequenina que faz lembrar a caixinha do xixi, mas não é redonda portanto não é nada parecida com a caixinha do xixi. Na sala de espera há lugar para umas cinco pessoas e parece-me que, se todas forem espadaúdas como, aliás, o são as pessoas desta terra, haveriam de roçar os joelhos umas nas outras. Felizmente só cá está uma pessoa e eu sento-me ao seu lado, discreta e caladinha como nos meus melhores dias. Nessa altura, olho para o lado e qual não é o meu espanto quando vejo encostadinho a mim aquele tipo da unidade de tradução inglesa, parecido com o valter hugo mãe. A coincidência desceu sobre mim como uma revelação de Nossa Senhora e eu fiquei muito quietinha a observar o valter hugo mãe: está a ler um livro velho com um ar zangado. É estranho que esteja a ler com um ar zangado. As pessoas não costumam ler com um ar zangado. O valter hugo mãe é especial. Está tão metido consigo que dá vontade de lhe dar uma festinha na cara ou de lhe fazer coceguinhas no queixo. Acorda, palerminha.
A enfermeira interrompe-nos e o valter hugo mãe desaparece para sempre. Observo a caixinha onde me encontro: há cartazes nas paredes anunciando eventos antigos a que eu não fui por falta de paciência para a União Europeia fora do horário de expediente, Deus me perdoe. Aposto que o tipo da unidade de tradução inglesa também não foi a nenhum destes eventos, tem o ar mais desinteressado do mundo e, ainda por cima, lê livros com ar zangado, aposto que não liga nenhuma à União Europeia. Gosto dele, mas não por isso.
A enfermeira chama-me. Deito-me na marquesa bem-disposta e a enfermeira vai sugando o meu sangue enquanto eu conto piadinhas sobre as pessoas que correm à chuva com fatinhos de licra. Rimo-nos as duas das pessoas que correm à chuva com fatinhos de licra, já não sei onde começou esta conversa. No final, a enfermeira oferece-me uma maçã e eu mordo-a. Vou trabalhar muito contente por causa do tipo da unidade de tradução inglesa que é parecido com o valter hugo mãe, uma parvoíce.
Ora, nesse mesmo dia tomei conhecimento de que ganhei os jovens criadores. Não é primeira vez que concorro e nunca levo nenhuma bicicleta. Desta vez não foi assim. Fiquei ainda mais contente. Leio a comunicação até ao fim e fico ainda mais contente, porque o valter hugo mãe fazia parte do júri. O valter hugo mãe de verdade, não este clone foleiro, com ar de pessoa importante que não faz xixi de manhã.
Estas coisas deixam-me assim, sem pinga de sangue.
Sou tão mimalha às vezes.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Aveiro Jovem Criador 2010
No sábado passado algo de absolutamente extraordinário se passou em Aveiro: a ria rumorejou a história de todos os amores e os moliceiros soergueram-se na ria, entraram pela praça do Rossio, atravessaram o mercado do peixe e já não eram moliceiros, vejam bem!, eram mulheres empinando os narizes, os lábios coloridos de escarlate, velas cobrindo o cabelo, sirgas penduradas ao pescoço. Infelizmente ninguém deu por isso, o que foi ainda mais extraordinário. Àquela hora todos se distraíam da cidade, imergidos que estavam nas suas vidas ou nas lojas do Fórum. Outros houve que se encontravam no Museu de Aveiro, assistindo à entrega dos prémios aos jovens criadores, que eram jovens e criadores e tinham, por isso, esperança na vida, no amor, na arte e noutros substantivos abstractos.
Oh, grande perda aquela!
Os moliceiros passeando-se na cidade, sabedores de todos os segredos, e os jovens criadores comendo ovos-moles, distraídos, perplexos, regozijados. Tão jovens, tão criativos.
Coitados!
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