domingo, 3 de setembro de 2017

4.a edição da Karateca!

Tau, granda golpe!
A 4.a edição da rapariga karateca já anda por aí aos pontapés. Depois não digam que eu não avisei. Yáááá!







segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Um caderno vermelho

Recebi por correio uma prenda primorosa e rúbea.
Trata-se de um caderno vermelho com uma capa em feltro, em homenagem à rapariga karateca.
O trabalho é da autora do blogue Feltro nas Mãos.



É caderno vermelho liso, com um marcador de tecido e 240 páginas lisas, ao estilo da rapariga karateca.



Fico emocionada e mui corada. Pareço um autêntico caderno vermelho!
Hoje revisitei o meu caderno novo e também o meu primeiro livro. Às páginas tantas:

"Quando cheguei a casa, folheei o caderno: 240 páginas em branco, 240 metros, 240 quilómetros. Uma capa grossa, resistente, um elástico vermelho à volta, um marcador de tecido, novinho em folha.
Depois fui para o Karaté e passei o tempo todo a lutar com o Raul e a pensar no que fazer com este caderno.
Gosto das páginas em branco. Do coelho branco.
Um caminho à espera.
240 páginas.
Qualquer coisa por ser."

A ficção e a realidade cruzam-se. É muito fixe quando isto acontece.

sábado, 19 de agosto de 2017

Nova edição do Supergigante!

Atenção: o Edgar já anda a correr outra vez pelas lojas de norte a sul do país!
Nova edição esbaforida!

GIF mimoso preparado pela sempre mimosa Yara Kono
a partir das ilustrações aceleradas do Bernardo Carvalho.
Dá logo vontade de correr (mais ou menos)!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O meu primeiro texto em estrangeiro English e dinamarquês!

Eh carapau!

Já tenho em mãos as coletâneas de contos Aarhus 39! São duas coletâneas em duas línguas: inglês e dinamarquês. Cheiram a papel e sabem a viagens.


Nunca tinha publicado um texto em estrangeiro English e dinamarquês! Like!

Um obrigada empolgado ao editor Daniel Hahn, que tornou este projeto possível, à ilustradora Helen Stephens, pelas ilustrações delicadas, e aos tradutores Alison Entrekin e Tine Lykke Prado, pelo inestimável trabalho de tradução.

O meu texto ("O Poço Azul") na coletânea inglesa "Odyssey" ("Odisseia").


O meu texto na coletânea dinamarquesa "Lige nu" ("Agora mesmo").


Já falei sobre o promissor Aarhus 39 aquiaqui e aqui, e receio bem que falarei muito mais vezes sobre este festival europeu de literatura infanto-juvenil.

Tudo sobre o Hay Festival Aarhus 39:
https://www.hayfestival.com/aarhus39/

domingo, 9 de julho de 2017

Belgavista, a minha praia

Cruzes canhoto! Este blogue fez 10 anos e eu nem dei por isso.
1 ano + 2 + 3 + 4.
Pequenos recortes dos dias que eu vou colando aqui.
Estávamos em 2007.
Era verão. Os parques estavam bonitos. Os patos andavam contentes. E eu criei este blogue.
De vez em quando chovia. Acho eu. Não me lembro.
No início escrevia todos os dias. Com exultação e fúria. Contos muito curtos, quase fábulas. Depois passou-me a urgência. Comecei a escrever menos. Uma vez por semana, uma vez por mês. Textos sobre o céu, sobre o chão. Sobre o choro e a sede. A neve, o nevoeiro, a chuva. Uma praia feia, uma floresta mística. Os meus longos passeios em Bruxelas. A minha narradora ambulante, sempre de mãos nos bolsos. Os livros que leio, as canções que ouço. A felicidade das coisas menores. Por exemplo, beber cerveja. Descascar batatas. Escrever à mão.
Este blogue não é um diário. Acho eu. Não sei bem. É um espaço sentimental onde moram criaturas frágeis, personagens impossíveis.
Tenho sido feliz aqui. No meu parapeito lírico. A magicar feitiços. A cochichar segredos.
Sempre à coca de um sentido para a passagem dos dias.
Belgavista, a minha praia. Cheia de vento e melancolia.
Uma década inteira de folias breves.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Feria del Libro de Madrid

¡Estupendo! Passei o domingo à tarde na Feria del Libro de Madrid con mi hermana Joana Estrelahablando de literatura infanto-juvenil para miúdos e graúdos. 
¡Qué bueno!

Eu e a Joana Estrela no pavilhão infantil na Feira do Livro de Madrid, onde Portugal foi o país convidado.

Livros belíssimos no stand da Ler Devagar na Feira do Livro de Madrid.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Aarhus 39 - "Stories of journeys from around Europe"

Que grande viagem!
Ontem, no Hay Festival, algures no País de Gales, foram lançadas as coletâneas dos autores Aarhus 39. Intituladas Quest e Odyssey, as duas coletâneas de contos infanto-juvenis foram publicadas em língua inglesa pela editora Alma Books.


A minha história ("O Poço Azul") está incluída na coletânea Odyssey. Conta com ilustrações fofinhas de Helen Stephens e uma tradução atenta de Alison Entrekin. 
Para mim e para muitos destes 39 autores europeus, é a primeira vez que publicamos em língua inglesa! Lançamo-nos ao mundo com histórias sobre viagens, ao melhor estilo europeu.
Já tinha falado desta nossa odisseia aqui e aqui
A todos os escritores, ilustradores e leitores, uma boa viagem!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Uma carta do Brasil!

Que legal! Recebi uma carta do Brasil. Na verdade chegou por email, em formato jpg, mas é uma carta a sério. Enviou-ma a professora bibliotecária Solange Rosati da escola SESI-SP CE123 de Sorocaba.
Onde fica Sorocaba?
Fui ver.
No Estado de São Paulo. A mais de 9 mil quilómetros de distância.
Maria Eduarda, menina empolgada de 12 anos, escreveu esta carta em nome dos seus colegas do 7.º ano.
Deste primeiro contacto resultará em breve um encontro virtual entre mim e alguns alunos de Sorocaba.
Estou aqui em brasas. A 9 mil quilómetros de distância. Cheia de vontade de atravessar o oceano a nado!
[Transcrição em baixo]


Transcrição:

Ana Pessoa
Que honra poder estar mandando uma carta para a rapariga karateca! Acredito que seja você! Imagina só!!! Ana Pessoa, [há-de?] morrer de amor .
De onde sai tanta imaginação? E essas personagens? São as melhores, com certeza!
É uma mistura de passado e presente, sentimentos, gostos e medos. Tudo isso resumido em personagens. São as personagens o que diferencia você! Você é única! Afinal, quem é N? As histórias são verdadeiras? Você escreve o que sonha? Tantas perguntas. Não dá nem para selecionar algumas. DEVE haver uma resposta para cada uma, e eu sei qual é. Tudo isso vem desse maravilhoso poço de vida! Que nos [traz] as terríveis dúvidas durante toda leitura, esse suspense sobre o que vai acontecer. É isso, é essa essência que você tem e que nunca irá faltar, sua imaginação, a minúscula observação que pode mudar totalmente a história, e até mesmo a vida da personagem. Edgar deixa tantas coisas para trás, está à procura da essência da vida, de sua própria essência.
Bom, acho que já escrevi bastante! Vou ficar por aqui! Nós, alunos do 7.º A, estamos à sua espera entre os dias 19 e 23 de junho.
Você será recebida de braços abertos!!!
Beijos♡

Maria Eduarda

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Em Condeixa!

É tão bom entrar numa escola secundária! Atravessar a porta, regressar ao passado: o cheiro dos corredores, as mesas do bar, a biblioteca. Na semana passada estive na Escola secundária Fernando Namora em Condeixa. O sol em chamas a incendiar as ideias e nós enfiados na biblioteca. Falei com alunos do 9.º e 10.º anos, eles espalhados pelo chão e eu um pouco mais acima, sentada numa cadeira.



Alguns tinham lido a Karateca, outros o Supergigante ou a Mary John.





Alguns também gostavam de escrever. Outros havia que não gostavam de ler nem escrever. Ainda assim, aguentaram-se à bronca.
As perguntas foram muitas. Por que razão escreve literatura juvenil? Inspira-se na sua vida? As personagens são reais? Expliquei que tudo na vida era autobiografia e ficção. Que as personagens existiam sempre de alguma maneira. Que eu tinha uma relação empática com todas elas. A Ana Beatriz deu um pulo exaltado. Disse-me que não era possível sentir empatia pela Liliana. Que ela nunca seria amiga de uma pessoa assim. Depois entregou-me um texto muito bonito que escreveu, não sobre a Liliana, mas sobre a Joana Mendes do Supergigante.
Demorei tempo a perceber que as duas raparigas que falavam da Karateca e do Supergigante eram gémeas idênticas. Tentei distingui-las. Não consegui. Foi um momento ao estilo Uma Aventura.
Alguns rapazes tinham lido a Mary John por obrigação e acabaram por gostar. Um deles disse que tinha sempre pena de deixar a Mary John à noite, quando lhe dava o sono. Perguntei a um dos leitores rapazes se tinha sido esquisito ler sobre a menstruação. Ele riu-se e depois ficou sério. A seguir riu-se outra vez. Começou por dizer que não, não era esquisito. Depois acrescentou: "Foi muito enriquecedor." Gargalhadas em coro.
O André Rosa, estudante universitário de visita à escola, leu um texto da sua autoria. Era a carta de resposta do Júlio. Não seria interessante se ele respondesse? Debatemos esta hipótese. O que diria ele? Quem era o Júlio afinal? Quais as suas intenções?
Numa das sessões achei boa ideia ler uma passagem da Mary John. Já ia a meio da leitura quando me dei conta de que estava a ler em voz alta palavras como “clitóris”, “passaroca” e “pelos púbicos”. A consequência desta leitura foi uma inspiradora histeria hormonal.
Já se sabe que a literatura é um espaço selvagem!
No final ainda houve tempo para uma entrevista a sério com os repórteres da escola. Uma câmara aqui e outra ali para terem vários planos. Era um grupo de rapazes muito fixes!



Depois deste dia em grande resta-me agradecer à professora bibliotecária Ana Rita Amorim, que me recebeu de braços abertos e me lançou este desafio de forma tão entusiasmada.
Eu cá gosto à brava de desafios! E também de escarpiadas, o doce regional de Condeixa. Conhecem? É uma deleitosa histeria de açúcar!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Mary John na Livraria Arquivo

Digo-vos uma coisa: eu e a Mary John passámos um belo domingo em Leiria, na vistosa e arejada Livraria Arquivo.


Mary John entrando na livraria pelo seu pé.

A companhia à mesa foi bem boa: de um lado, a Susana Neves da livraria, do outro, a Ana Violante, professora bibliotecária
Na maior parte do tempo estivemos na cavaqueira com os leitores, em especial com quatro alunos do 9.º ano do Agrupamento de Escolas de Marrazes, que trocaram uma tarde soalheira por uma tarde literária. Ainda demos umas quantas gargalhadas com a Beatriz, o Francisco, o Luís e o Miguel, porque estes jovens leitores falavam com destreza e graça. 


Gargalhadas em pleno voo.

A páginas tantas, o Luís perguntou-me assim: "Está a pensar escrever um livro spin-off sobre o Daniel?"
Achei esta pergunta altamente e comecei logo a magicar em modo spin-off.



Da esquerda para a direita: os alunos Luís e Francisco, a professora Ana Violante,
moi-même, a professora Fátima Mendes e os alunos Beatriz e Miguel.

Um grande obrigada à professora Ana Violante, que contagia os alunos com o seu entusiasmo pelos livros, e a toda a equipa da Livraria Arquivo, em especial à Susana Neves, que organizou este encontro.
Deste domingo resulta apenas um desejo: voltar rapidamente a Leiria!
Para já ficam estas belas fotos da autoria de Gil Álvaro De Lemos.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Mary John em Leiria

Maravilha! Há tanto tempo que não vou a Leiria, cidade que rima com alegria e euforia.
Venham também! Vá lááá!
Eu e a Mary John no domingo, às 16h, na livraria Arquivo.



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Mary John na Revista do Expresso

Na revista do Expresso desta semana saiu uma crítica à Mary John de José Mário Silva.
Ui! É toda uma fruição!






















Com “O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca” (2012) e “Supergigante” (2014), Ana Pessoa abriu uma clareira na ficção portuguesa destinada a um público juvenil. O que a distingue é a forma orgânica como mergulha no universo mental dos adolescentes, captando-lhes os entusiasmos e idiossincrasias, as tristezas e as agruras típicas do processo de crescimento, dizendo as coisas como elas são, mas sem que os textos se tornem o mero retrato fotográfico de uma idade. Neles encontramos uma síntese, não apenas do que se altera à superfície (o corpo, a linguagem, a relação com os outros), também do que se passa dentro da cabeça (os dilemas, os medos, as dúvidas de uma personalidade em formação). O subtil efeito introspetivo é particularmente bem conseguido nesta história de uma rapariga que muda de casa, de cidade, de grupo de amigos, de amor, enquanto o seu próprio corpo se metamorfoseia. Maria João, a protagonista, escreve uma longa carta a Júlio Pirata, vizinho na praceta onde passou a infância. Ele foi a primeira paixão, deixada a meio, inconclusa, o fio do passado que é preciso cortar para seguir em frente. Mais do que uma novela epistolar, o livro acaba sendo um diário, porque a carta estende-se no tempo e engole a vida toda da rapariga, a sua procura de um lugar que seja seu, de uma voz, de um caminho. Ana Pessoa capta todas as reverberações deste processo de descoberta, com uma prosa rica, elástica, de fôlego romanesco, não deixando de ser verosímil no tom, credível nos diálogos, e acessível aos leitores a que se destina (“maiores de 14 anos”, como se lê na contracapa). Aos adultos, a leitura também se recomenda, seja como regresso às respetivas adolescências, seja como exemplo de fruição literária.

José Mário Silva

domingo, 30 de abril de 2017

No Luxemburgo!

A convite da Embaixada de Portugal no Luxemburgo, passei uns dias catitas no Grão-Ducado com alunos portugueses do Lycée l'Athénée do Luxemburgo, do Lycée de Garçons de Esch-sur-Alzette e do Lycée technique Mathias Adam em Lamadelaine.
Falámos de literatura, claro, e também desta relação intrincada e nostálgica com o nosso país e com a língua portuguesa.
Numa das sessões, demos tanto à língua, que nos esquecemos das horas. A sessão, que devia ter acabado às 18h, acabou depois das 19h. No final tirámos esta selfie.



Mantendo o espírito de partilha, e depois de alguma negociação, a Cristina levou o Supergigante, a Shana levou a Karateca e a Vanessa a Mary John. Assim, todas poderão ler todos!
Juntos somos sempre mais fortes.
E é tão bom partilhar!

terça-feira, 25 de abril de 2017

A liberdade a subir a rua

A liberdade a subir a rua. Com as suas ancas visionárias, os pés intensos. A mascar pastilha. À escuta. A dobrar a esquina. Sem pressa. Sem frio. Talvez com fome. A liberdade de mochila às costas. De auscultadores nos ouvidos. Com aquele seu ar afogueado de pessoa enlouquecida. A ouvir música. A devorar medos e angústias. A pensar em queijo parmesão. Em manjericão. A liberdade a passar em frente às lojas. Em frente aos bancos e aos pedintes. Em frente às putas. A liberdade parada em frente a uma vitrine. Estática e inteira. Como um manequim. Como uma pessoa de verdade. A liberdade a ver-se ao espelho. A hesitar num pensamento. A tropeçar no passeio. Num sentimento de culpa. A liberdade à espera. A espreitar o horizonte com os seus olhos em chamas. A liberdade a entrar no autocarro. A enviar mensagens no WhatsApp. A ouvir um podcast. A rir sozinha. Às dez da manhã. Ao meio dia. A toda a hora. Permanentemente. A liberdade sempre. Em qualquer caso. Em qualquer lado. A qualquer custo. A liberdade flamejante. Obstinada. Omnisciente. Frágil. Cheia de soltura e de graça. A andar pela vida como se fosse a verdade. Permanente. Constante. Sozinha. Total. Livre.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Feira do Livro Infanto-juvenil de Bolonha

A convite do Hay Festival, estive na Feira do Livro Infanto-juvenil de Bolonha com a diretora da programação infanto-juvenil do Hay Festival, Julia Eccleshare, o editor e tradutor britânico Daniel Hahn e a escritora norueguesa Nina Elisabeth Grøntvedt, no evento "Hay Festival's Aarhus 39 list - a collection of the best emerging writers for young people from across Europe".
Foram dois dedos de conversa bem boa sobre escrita, viagens, tradução e literatura infanto-juvenil.




À tarde passei pelo belíssimo stand da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, da autoria de João Fazenda, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração.




E pousei várias vezes no Planeta Tangerina.



Felizmente ainda deu tempo para dar um abraço a Grace Silva da El Naranjo, editora mexicana do Supergigante.


Mamma mia!
Foi belíssimo!

quarta-feira, 29 de março de 2017

terça-feira, 21 de março de 2017

Crianças com soldadinho

Está vento no mundo e também em Bruxelas. Uma fúria invisível a soprar a existência. Está tudo tão emaranhado. Não dá para ler nem escrever. Eu cá pareço uma planta enfiada na terra e não é nada mau ser uma planta enfiada na terra. As plantas estão tão bonitas agora. Olha para elas. Neste momento não vejo nenhuma planta, porque estou precisamente debaixo da terra. À espera do metro. Hoje é dia 21 de março.
Dei o meu primeiro beijo no dia 21 de março, por acaso. É mesmo verdade. Tenho jeito para datas. Sempre tive jeito para datas. Uma vez plantei uma árvore no dia 21 de março, Dia Mundial das Florestas.
O metro chega abespinhado. Gosto deste adjetivo: abespinhado.
Entro numa carruagem que vem cheia de crianças. Falam muito alto. Não percebo o que dizem, mas rio-me na mesma. Toda a gente se ri, menos a professora, coitada. A professora é macambúzia a dar com um pau. Dá ordens o tempo todo. Senta-te. Vira-te. Agarra-te. De vez em quando exalta-se. Grita: Michel, calme-toi!
As portas abrem-se. No dia 21 de março, Dia Universal do Teatro.
Um soldado entra. Vem muito bem armado e apessoado, a farda verde e castanha, uma boina no toutiço. As crianças param de falar e olham para ele, até mesmo o tal Michel, que agora só tem olhos para o militar. Na perspetiva das crianças, o soldado é enorme. Parece um penedo visto de baixo. As crianças sorriem para o soldado gigante e o soldado sorri para elas. Um momento de silêncio para a professora, que agora também sorri e agita a cabeça para endireitar o cabelo. Uma criança pergunta: O que tem dentro desse bolso? O soldado balbucia qualquer coisa, mas eu não percebo o que diz. Talvez diga: Neste bolso trago munições para a minha metralhadora. Uma criança pergunta: E naquele bolso? Não percebo a resposta, mas imagino: Neste aqui trago umas granadas. Uma das meninas toca no soldado com a ponta dos dedos. A professora diz: Deixa o senhor em paz. A menina sorri, o soldado sorri. Uma criança pergunta: E isso aí pendurado no cinto? É outra arma? O soldado explica: É um bastão. A professora acrescenta: Como o dos polícias de verdade. Uma criança pergunta: O senhor não é um polícia de verdade? O soldado diz: Não. Sou um soldado. Uma criança pergunta: Quem é que vale mais: um polícia ou um soldado? O soldado ri-se. Uma criança tenta adivinhar: É um polícia! E outra diz: É um soldado! Os adultos ficam atentos, porque também querem saber a resposta. Mas o soldado não responde e a professora também não, porque também não devem saber a resposta. As crianças fazem mais perguntas. O que é essa coisa esquisita em cima da arma? O soldado mexe na coisa esquisita. Diz: É um apoio para o ombro, para ser mais confortável. Uma criança pergunta: Para ser mais fácil transportar? Ele diz: Para ser mais fácil disparar. Uma criança finge disparar com o dedo indicador. Pum!
De repente uma travagem brusca. As pessoas abanam, mas não caem. As crianças gritam, como se estivessem na montanha-russa. Os adultos riem-se muito, à exceção do militar. Está muito concentrado na sua missão ao serviço do exército. No dia 21 de março de 2017, véspera do aniversário dos atentados em Bruxelas.
A professora diz: Meninos, temos de sair aqui. Os meninos dizem bem alto: Ooooooooooooh! A professora diz: Digam adeus ao soldado. Os meninos dizem adeus ao soldado. Eu também digo adeus ao soldado.
As crianças saem da carruagem e fazem uma fila indiana. Vão duas a duas, de mão dada. Estão muito concentradas e bem comportadas. Parecem soldadinhos de chumbo.
Hoje é dia 21 de março, Dia Mundial da Poesia. E não há nada de poético nisto. Acho eu.

Mary John na Antena 3

No fim de semana, a Mary John passou também pelo programa "Domínio Público" da Antena 3.
A conversa com Sandy Gageiro passou logo a seguir ao "Elixir da Eterna Juventude" do Sérgio Godinho (minuto 27) e imediatamente antes das "Dunas" dos GNR: http://www.rtp.pt/play/p2023/
Ui! Bateu logo aqui uma nostalgia.

domingo, 19 de março de 2017

Mary John na TSF

A Mary John passou hoje à tarde pela TSF, onde esteve em amena conversa com a jornalista Joana Reis.
No programa "Pais e Filhos" deste domingo há espaço para psicologia e literatura. Fala-se do papel do pai na família, do valor da adolescência na construção de uma identidade e da importância da poesia nos transportes públicos!
Tudo isto acontece em pouco mais do que trinta minutos, porque enfim... "tudo o que se passa, passa na TSF".

quinta-feira, 16 de março de 2017

Aarhus 39 - "Celebrating Europe's Best Emerging Writers for Young People"

Olhem que baril!
Ontem, na Feira do Livro de Londres, foi divulgada a lista dos 39 escritores europeus de literatura infanto-juvenil com menos de 40 anos considerados mais promissores. É uma lista, toda ela, promissora, repleta de autores tenrinhos que vêm todos os cantos da Europa.
E agora espantem-se! A representar Portugal estamos eu e o David Machado.
Até fiquei com soluços.
A lista completa dos 39 autores mora aqui.




A iniciativa, lançada pelo Hay Festival e pela Capital Europeia da Cultura 2017, inclui a edição de duas antologias de contos em inglês e dinamarquês e a realização do festival Aarhus 39, o primeiro Festival Internacional de Literatura Infanto-juvenil, que terá lugar em outubro em Aarhus (Capital Europeia da Cultura), na Dinamarca.
Yupiiii!
Estou feliz até mais não.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Pareço um queijo da serra!

Aqui fica um pequeníssimo registo fotográfico da minha passagem curta e intensa pelo cenário escolar, académico e bibliotecário em Portugal.

Regresso a Bruxelas de alma supergigante e amanteigada. Pareço um queijo da serra!
Nada disto teria acontecido sem o apoio da Fundação Lapa do Lobo e o entusiasmo de alunos, estudantes, formandos, bibliotecários e professores.


Na Biblioteca Municipal de Ílhavo, onde me encontrei com alunos de 3.º ciclo de Ílhavo, Gafanha da Nazaré e Gafanha da Encarnação.



Na Universidade de Aveiro, na companhia da professora Diana Navas, que falou das tendências da literatura juvenil no Brasil.



Na escola de Carregal do Sal com os leitores supergigantes Filipe, Ana Rita, Daniela e Pedro.



No inesquecível Concurso de Oratória dedicado ao Supergigante que decorreu na Fundação Lapa do Lobo. Muita emoção e nervos à flor da pele!



No workshop de escrita criativa, na Fundação Lapa do Lobo.

Agradeço em especial, e do fundo da minha existência, à professora Ana Margarida Ramos, à doutora Inês Vila e à doutora Ana Lúcia Figueiredo pelo seu profissionalismo e dedicação.


sexta-feira, 10 de março de 2017

Leitoras supergigantes!


Ontem conheci a Beatriz, a Laura, a Maria e a Mariana. São alunas SUPERGIGANTES do 3.o ciclo da escola de Carregal do Sal. Estavam vestidas com umas t-shirts, também elas, supergigantes. (Também quero!)
No final do nosso encontro, deram-me uma carta muito especial em forma de livro. Diz assim:

"Querida escritora,
Quando começámos a ler o seu livro, questionámo-nos sobre o princípio e o fim das coisas. Logo nos apercebemos que entrámos numa aventura que se veio a tornar SUPERGIGANTE; um caminho sempre em frente com um princípio e um fim indeterminados.
Uma história que nos fala da morte e ao mesmo tempo do amor, que nos faz pensar no maior planeta do sistema solar e na mais insignificante pétala de uma flor. Algo que nos faz refletir sobre a simplicidade das coisas, pois tudo depende do valor que lhes é atribuído.
Esta obra enriqueceu-nos e deu-nos a capacidade de vermos o mundo com outros olhos.
Admiramos a forma como olha para o mundo e também como a consegue transmitir ao leitor de um modo tão puro e transparente.
Tal como Edgar, nós as quatro também chegámos atrasadas, também começámos pelo fim, um fim que nos levou ao seu livro, que nos deu um princípio, "um princípio de outra coisa qualquer".
Por todas estas coisas, um obrigada GIGANTE.
Das suas leitoras supergigantes,

Mariana Laura
Beatriz Maria"








quinta-feira, 9 de março de 2017

Supergigante na Lapa do Lobo

A convite da Fundação Lapa do Lobo, eu e o Supergigante estamos a passar três dias e três noites numa das belíssimas Casas do Lupo.
Hoje encontrámo-nos com alunos do 3.o ciclo das escolas de Nelas, Carregal do Sal e Canas de Senhorim.
Amanhã marcamos presença num Concurso de Oratória sobre o Supergigante, que incluirá provas de leitura, dramatização e argumentação.
E no sábado vamos dinamizar um workshop de Escrita Criativa, que conta com uma lotação extremamente esgotada.
Eu e o Supergigante uivamos de entusiasmo! Assim: auuuuuuuuuu!









domingo, 5 de março de 2017

Mary John em Aveiro

Eu cá regozijo-me à grande! Vou celebrar o dia das mulheres na companhia de grandes mulheres e imersa em conhecimento e juventude.
A convite da professora Ana Margarida Ramos, eu e a Mary John vamos estar na Universidade de Aveiro na próxima quarta-feira, 8 de março, a trocar ideias sobre literatura juvenil com a professora Diana Navas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Apareçam e divulguem!




Mary John em Ílhavo

Já sei que o céu está muito nublado e choramingas em Portugal, mas no meu coração está uma brasa do caneco.
A convite da Inês Vila, estarei na próxima terça-feira na Biblioteca Municipal de Ílhavo à conversa com leitores, familiares, amigos e todos os que quiserem aparecer.
As sessões serão às 10h e às 14h30.
O vento vai estar favorável a uma boa conversa. De certeza.




sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Mary John em Bruxelas

A Mary John chegou ontem a Bruxelas. Aterrou na livraria Librebook e por lá ficou muito bem acompanhada, a bebericar vinho do Porto e a comer pastéis de nata como se não houvesse amanhã.
Obrigada a todos os que vieram dar as boas-vindas à Mary John.
E obrigada ao Pedro Sena-Lino, grande companheiro da escrita e da vida!
Estou de coração abananado.




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Mary John na RTP

Olhá Mary John na RTP!
A convite do jornalista Carlos Pereira, a Mary John passou pelo programa "A hora dos portugueses", que dá voz e cor aos portugueses espalhados pelo mundo. Nos últimos quatro minutos deste episódio lá estou eu com a Mary John e também com a Karateca: http://www.rtp.pt/play/p3041/e273736/hora-dos-portugueses-diario
O programa foi filmado na Librebook, uma livraria multilingue em Bruxelas que combina livros em mais de vinte línguas com vinho tinto e bom café.
O jornalista Carlos Pereira, grande fazedor de numerosas coisas, assegurou a filmagem, a edição, a entrevista, a narração e sei lá mais o quê.
Foi uma bela hora em português!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O génio da gargalhada

Era um bom dia para a tristeza. As nuvens largadas num pranto, o sol nem vê-lo, mas afinal ainda dei umas gargalhadas magníficas, porque me pus a ler o livro do Ricardo Araújo Pereira.

O riso espanta quase sempre o negrume. É o que nos vale.


Na sua espécie de manual de escrita humorística, Ricardo Araújo Pereira fala-nos precisamente disto: do humor que suaviza. Do riso que consola.

Somos quase todos uma cambada de tristes e, por acaso, isso tem bastante piada.

Aquelas pessoas felizes até são bonitas, mas não são nada cómicas. A bem dizer, são extremamente chatas. "As coisas boas", diz-nos Ricardo Araújo Pereira, "não dão vontade de rir".

Os hipócritas e os hipocondríacos têm muito mais graça. Os aldrabões e impostores também. Talvez por isso o Trump nos dê tanta vontade de rir. Nas palavras de Ricardo Araújo Pereira: "O humor pode ser, então, uma estratégia para reagir ao sofrimento". Nem mais.

Mas não só de lamúria se faz uma gargalhada.

De Aristóteles a Chico Buarque, passando por Shakespeare, Fernando Pessoa e Seinfeld, Ricardo Araújo Pereira vai ilustrando os vários tipos de humor: o riso provocado pelo escárnio, pela imitação, pela caricatura, pela repetição.

Também nos partimos a rir perante a morte, essa piadinha de mau gosto. Estamos condenados ao desaparecimento desde que nascemos. Ainda assim, é possível rir da tragédia. Rimo-nos da morte para não sentirmos miúfa, porque "o riso subverte o medo", nem que seja durante uns segundos.

Em todos estes casos, o génio da gargalhada será sempre o humorista. É ele que atraiçoa e dissimula. Brinca com as nossas expectativas. Surpreende-nos com graça precisamente porque nos engana. O humorista é o ilusionista intelectual. Vira o mundo do avesso, desafia a moral, provoca a desordem. Mostra-nos as nossas próprias incoerências e contradições, põe o dedo na ferida. O humorista é o observador privilegiado. É o revolucionário ligeiramente louco.

Mais do que um manual de escrita humorística, este livro parece ser uma declaração de intenções. "Talvez todas as manobras humorísticas tenham como objetivo introduzir um elemento de caos no mundo".

Venha a nós o Ricardo Araújo Pereira.

Nunca precisámos tanto de rir. Virando as coisas do avesso, talvez seja possível encontrar um sentido na falta de sentido.

A vida, por vezes, tem um humor um bocado negro. E já se sabe que rir é o melhor remédio.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O que é que o cu tem a ver com as calças?

"O nosso reino" deixou de estar recomendado para adolescentes porque inclui palavras como "puta", "racha", "foder", "pila" e "cu".

Ocorre-me perguntar: O que é que o cu tem a ver com as calças?

O Plano Nacional de Leitura, "que tem como objetivo central elevar os níveis de literacia dos portugueses", decidiu que não se deve estimular a capacidade de leitura e escrita dos adolescentes com palavrões.

Receio que o resultado desta decisão seja precisamente esse: estimular os adolescentes devassos rumo a esse grande deboche que é a leitura.

Receio também que o Plano Nacional de Leitura esteja perfeitamente ciente deste efeito perverso.
Ora, isto permite-me concluir que o Plano Nacional de Leitura é um grande depravado.

Eu, pelo menos, já estou para aqui bastante estimulada.


Durante as últimas 24 horas estava convencida de que não tinha o livro cá em casa, mas agora olhei ali para a estante e afinal tenho, caralho!

O meu pipi arde de entusiasmo.

Vai ser a puta da leitura.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Dez anos em Bruxelas

Chegámos a Bruxelas há exatamente dez anos. Eu e a rapariga do elétrico. Lembro-me bem.

Como se fosse ontem. Como se fosse hoje.

Estamos a sair do elétrico agora mesmo. No dia 31 de janeiro de 2007, um belo dia de inverno. Frio e calor na rua. Arrepio e aconchego.

Trazemos uma mochila às costas e arrastamos atrás de nós uma mala esquisita que não regula bem das rodas.

Atravessamos uma passadeira e depois outra. Chegamos à morada nova. Consultamos o mapa. Será mesmo ali?

Sim, é. Lá está ele: o lote 13. O número da sorte. O número do azar.

Tocamos à campainha. Ninguém abre. A rapariga insiste. Ninguém abre.

Eu olho para a rapariga à porta de casa e a rapariga olha para mim.

Sentamo-nos em cima da nossa mala esquisita. Eu e a rapariga à espera. Somos a pessoa do passado e a pessoa do futuro, observamos as casas.

Um silêncio estranho na rua. Os passeios muito parados no tempo, como se a cidade não morasse ali.

O dia a descer depressa.

A rapariga diz: Não tarda faz-se noite.

Eu digo: Não tarda faz-se o dia seguinte e o ano seguinte. E a década seguinte.

Será mesmo assim. É mesmo assim. Foi mesmo assim. Viemos por dez meses, mas afinal ficámos dez anos.

A rapariga à porta de casa não sabe desse lapso temporal, mas eu sei, porque sou dez anos mais velha, estou dez anos à frente.

Eu olho para essa rapariga e vejo um autorretrato, uma fotografia ou outra coisa assim muito quieta e antiga, com tendência para a eternidade.

Eu penso nela, na rapariga recém-chegada, e tenho vontade de ser essa outra, a que veio por dez meses e ficou dez anos. Ser exatamente essa pessoa há dez anos.

Chegar àquela rua, ao lote 13. Sentar-me na mala idiota. Ficar à espera. Desistir de estar à espera. Verificar que o meu Nokia azul não tem saldo nem bateria. Entrar numa cabine telefónica. Ligar para a minha companheira de casa a partir de uma cabine telefónica.

Ser estrangeira. Não gostar de ser estrangeira e, logo a seguir, aprender a gostar de ser estrangeira. Não querer ser outra coisa.

Escrever sobre isso. Escrever sobre qualquer coisa. Criar um blogue. Chamá-lo Belgavista.

Assinar um contrato de trabalho. Assinar um contrato de arrendamento. Beber cerveja belga, fazer amigos, também eles estrangeiros. Admirá-los, ouvi-los, rir-me com eles, chorar com eles. Aprender línguas novas. Tropeçar no português. Cair na neve. Fazer o que me apetece. Não fazer absolutamente nada. Comer um gaufre, comprar uma novela gráfica. Ir ao mercado. Escrever de madrugada, ir a pé para o trabalho. Ter tempo e espaço em Bruxelas. Andar de bicicleta no bosque. Dormir cada vez menos, ler cada vez mais. Ler na cama. Ler no sofá. Ler na varanda.

Viver apaixonada pelo Homem Ilimitado. Sempre.

Ir a Portugal. Chorar quando o avião aterra. Nunca perceber porquê.

Ser turista em Lisboa. Ser imigrante em Bruxelas. Ser tão absolutamente estrangeira em toda a parte. Não pertencer a lado nenhum.

Pensar que Bruxelas não é de ninguém. Que somos todos estrangeiros aqui. Os meus amigos, os meus colegas. A minha cabeleireira, o dentista, o osteopata.

Pensar que o meu mundo é feito de imigrantes. Aceitar que este mundo não é o mundo de toda a gente. Não perceber o Brexit nem o Trump nem a Marine Le Pen.

Andar de elétrico. Lembrar-me daquela rapariga do início. A rapariga à porta de casa. Saber que eu fui essa rapariga à espera. Que eu sou essa rapariga à espera. Que serei sempre.

Compreender o inverno, ter frio no inverno, escrever no inverno.

Ter saudades de qualquer coisa que não é bem um lugar. Que não é bem um tempo. Que também não é uma pessoa.

Olhar para esta década e ver uma paisagem, um autorretrato ou outra coisa assim muito quieta e antiga, com tendência para a eternidade. Perceber que nada é eterno, que tudo muda, até a memória que temos de nós próprios.

Escrever sobre isso. Escrever sobre qualquer coisa. Escrever imediatamente.

Contra o tempo. Contra o inverno.

Contra o esquecimento.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Mary John em Bruxelas


Apresentação do livro "Mary John"
16 de fevereiro de 2017 - 18h
Librebook, Bruxelas
Por Pedro Sena-Lino

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Mary John n'Os Livros

A convite da autora e jornalista Inês Fonseca Santos, eu e a Mary John participámos no programa "Os Livros" da RTP 3.
O resultado são cinco minutos de adolescência, corpo e alma para ver na RTP Play.

Eu cá like it very much!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Mary John no Jardim Assombrado

A Mary John, com aquele seu ar de salta-pocinhas, afinal anda por aí aos saltos de gigante! 

“Para quem tem seguido o percurso da escritora, é óbvio que Mary John representa um salto de gigante, um golpe certeiro feito de risco e ousadia, quer no domínio da linguagem estilística quer na incursão por temas tidos como tabu. Raro, muito raro um romance juvenil que se aventura pelos temas da sedução amorosa, da descoberta do corpo e da sexualidade sem nunca resvalar para o lugar comum nem para a moralidadezinha.”

Por Carla Maia de Almeida n'O Jardim Assombrado: 
http://ojardimassombrado.blogspot.be/2017/01/mary-john-salto-de-gigante_9.html

BABUM!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Mary John e o Bicho dos Livros

E o livro do ano de 2016 é...
"Mary John corresponde a um salto de gigante, e um salto sem rede. Um risco. Porque nesta literatura de primeira água não há qualquer recurso a uma ou outra fórmula que possa salvar um excesso, uma incongruência, algo que ficou por dizer. (...) Mary John é um texto perfeito."

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Sara Figueiredo Costa sobre a Mary John

Sara Figueiredo Costa assina um belíssimo texto sobre a Mary John no suplemento literário "Parágrafo" do jornal macaense "Ponto Final".
O texto tem como título "Mudar de pele". E eu cá mudei de cor!

"História de amor, assumida e sem complexos, esta é também uma das mais belas narrativas que se publicaram em português nos últimos tempos."
"Mary John é um grande livro e pouco importa saber em que secção devem os livreiros arrumá-lo. Os leitores que o merecerem hão-de saber encontrá-lo."

O texto integral está disponível aqui: 
https://paragrafopontofinal.wordpress.com/2016/12/31/mudar-de-pele/