segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Veio de longe.

Veio de longe. Veio do Norte. Veio de repente.
Veio no inverno. Ao fim da tarde.
Veio num impulso. Num frenesim. Numa rajada.
Veio assim do nada.
Com força. Com fúria. Com euforia.
E passou por nós como um sopro. Como uma onda. Como um fantasma.
Veio radiante. Veio simples. Selvagem.
Veio à vontade. À toa. À solta.
Quem viu, sabe que viu. Mas ninguém lhe deu um nome. Ninguém sabe o que era nem ao que vinha.
Estamos todos à janela. À espreita. À espera que passe outra vez.
Que venha depressa. De qualquer maneira. 
Aos ziguezagues. Aos pinotes. Aos trambolhões.

1 comentário:

Bonamassa disse...

CHRISTMAS BLOW!