Estou a caminho da Galiza para fazer a REVOLUÇÃO.
Por esta altura já está a decorrer o XX Salón do Livro Infantil e Xuvenil de Pontevedra, que tem como convidado de honra, não um país, mas uma língua: a portuguesa.
"Revolução" é o tema desta edição do festival.
Nos próximos dias andarei num revolucionário com poetas, romancistas, ilustradores, bibliotecários, professores, contadores de histórias, estudantes e leitores da Galiza, de Portugal, do Brasil e de Angola.
Juntos daremos o golpe da literatura!
O programa completo do Salón está disponível aqui: http://www.salondolibro.gal/edicion2019/wp-content/uploads/2019/03/Programa_salon_2019-1.pdf
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quinta-feira, 28 de março de 2019
domingo, 7 de outubro de 2018
Supergigante no México
E agora uma cena nada mortiça. No México, o Supergigante é um dos livros recomendados pela revista ActitudFEM para falar da morte com os mais novos.
Pois... Às vezes esqueço-me que este livro fala da morte. Acho sempre que ele fala da vida. Mas, a bem dizer, a morte faz parte da vida, né?

Supergigante
12 años en adelante / Ediciones El Naranjo
Ana Pessoa, ilustraciones de Bernardo P. Carvalho
Un adolescente atraviesa al mismo tiempo el peor y el mejor día de su vida: su abuelo falleció y la chica que le gusta le dio su primer beso. Entre la tristeza y el enamoramiento el chico comienza a correr sin detenerse para intentar acomodar sus pensamientos.
Una hermosa novela que te recordará tu primer enamoramiento y te llevará con su ritmo rápido de la mano de la escritora portuguesa Ana Pessoa.
(Texto de Graciela Sánchez)
Pois... Às vezes esqueço-me que este livro fala da morte. Acho sempre que ele fala da vida. Mas, a bem dizer, a morte faz parte da vida, né?

Supergigante
12 años en adelante / Ediciones El Naranjo
Ana Pessoa, ilustraciones de Bernardo P. Carvalho
Un adolescente atraviesa al mismo tiempo el peor y el mejor día de su vida: su abuelo falleció y la chica que le gusta le dio su primer beso. Entre la tristeza y el enamoramiento el chico comienza a correr sin detenerse para intentar acomodar sus pensamientos.
Una hermosa novela que te recordará tu primer enamoramiento y te llevará con su ritmo rápido de la mano de la escritora portuguesa Ana Pessoa.
(Texto de Graciela Sánchez)
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Supergigante no México
E agora uma notícia supergigante num texto supergigante!
Disse-me há uns dias a tradutora mexicana Paula Abramo que a sua tradução do Supergigante foi finalista no Prémio Bellas Artes de Traducción Literaria Margarita Michelena 2018 (ata do júri).
Esta tradução primorosa, que eu li e reli, chegou ao México numa edição linda da editora Ediciones El Naranjo, com distribuição por toda a América Latina. Nunca conheci a Paula, mas sigo-a atentamente à distância através do Facebook. Entre muitas outras coisas, a Paula tem traduzido e divulgado tesouros desconhecidos do Machado de Assis! Este mundo é cada vez mais global, cada vez mais próximo, cada vez mais de todos nós, sobretudo graças aos tradutores. O que seria deste mundo sem tradução? Não seria bem um mundo. Seriam imensos mundos isolados. Territórios incapazes de comunicar entre si.
É preciso celebrar os tradutores. Acima de tudo os tradutores literários, essas figuras discretas que circulam nas sombras. Ninguém as vê, mas são eles que nos abrem as portas à literatura de todo o mundo. Trabalham nos bastidores, em silêncio. São praticantes da alquimia linguística, mas quase nunca vêm nas capas dos livros. Além disso, são trabalhadores mal pagos, maltratados, mal tudo.
Valham-nos pelo menos os prémios atribuídos a estas divindades generosas. Lançam a luz sobre o seu trabalho e o seu nome.
Vivam os tradutores literários! Viva a Paula Abramo!
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| Via página de Facebook da editora El Naranjo |
Disse-me há uns dias a tradutora mexicana Paula Abramo que a sua tradução do Supergigante foi finalista no Prémio Bellas Artes de Traducción Literaria Margarita Michelena 2018 (ata do júri).
Esta tradução primorosa, que eu li e reli, chegou ao México numa edição linda da editora Ediciones El Naranjo, com distribuição por toda a América Latina. Nunca conheci a Paula, mas sigo-a atentamente à distância através do Facebook. Entre muitas outras coisas, a Paula tem traduzido e divulgado tesouros desconhecidos do Machado de Assis! Este mundo é cada vez mais global, cada vez mais próximo, cada vez mais de todos nós, sobretudo graças aos tradutores. O que seria deste mundo sem tradução? Não seria bem um mundo. Seriam imensos mundos isolados. Territórios incapazes de comunicar entre si.
É preciso celebrar os tradutores. Acima de tudo os tradutores literários, essas figuras discretas que circulam nas sombras. Ninguém as vê, mas são eles que nos abrem as portas à literatura de todo o mundo. Trabalham nos bastidores, em silêncio. São praticantes da alquimia linguística, mas quase nunca vêm nas capas dos livros. Além disso, são trabalhadores mal pagos, maltratados, mal tudo.
Valham-nos pelo menos os prémios atribuídos a estas divindades generosas. Lançam a luz sobre o seu trabalho e o seu nome.
Vivam os tradutores literários! Viva a Paula Abramo!
quinta-feira, 26 de abril de 2018
Os meninos de ouro de Miranda do Douro!
Essa ideia de que os adolescentes de hoje não dão uma para a caixa, porque não leem, não escrevem, não desenham, não se interessam por nada, e também não isto e não aquilo, não é verdade. Acabo de estar com uns alunos muito criativos do 9.º ano de Miranda do Douro. Foi num encontro à distância, numa chamada por Skype, mas eu topei-os ao longe e eles também me toparam.


Eu na minha alegre casinha em Bruxelas e eles na biblioteca escolar da EBS do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro.
A iniciativa foi da professora Maria Elisabete Barrosa, incansável na organização deste encontro. Mensagens para cá e para lá: Quando? Onde? Como?
A ideia inicial era a minha pessoa ir até Miranda do Douro. Depois, eu e a minha pessoa percebemos que ia ser complicado lá chegar. Então Miranda do Douro acabou por vir até mim. Primeiro chegaram os alunos através desta chamada por Skype. E depois veio a cidade inteira através de uma corrida por Miranda do Douro ao som do Supergigante. Vejam lá a qualidade deste filme! Os meus olhinhos ficaram espantados e emocionados. O meu coraçãozinho também. Pum pum, pum pum.
Ao longo da chamada por Skype, que durou mais de uma hora, os porta-vozes dos alunos foram a Helena, a Oceana, a Rita e o Gonçalo, que fizeram perguntas e comentários sobre o Supergigante. A Helena contou que já leu esta corrida várias vezes e a Leonor disse que se apaixonou pelo livro à primeira vista.
No final da sessão, a Helena leu um poema supergigante e muito fixe. Leiam também!

E entretanto já recebi por mensagem fotografias dos marcadores que três alunas fizeram. Em breve chegarão a Bruxelas e eu vou usá-los à farta!
Portanto, olhem, eu cá acho que o futuro vai passar por Miranda do Douro. E vai ser excelente, excitante, supergigante.
Toca a aprender mirandês, malta!
Pergunta de ordem prática: para quando uma ligação ferroviária de jeito com as cidades de Trás-os-Montes? É que assim íamos todos lá aos montes.
Já era tempo!


Eu na minha alegre casinha em Bruxelas e eles na biblioteca escolar da EBS do Agrupamento de Escolas de Miranda do Douro.
A iniciativa foi da professora Maria Elisabete Barrosa, incansável na organização deste encontro. Mensagens para cá e para lá: Quando? Onde? Como?
A ideia inicial era a minha pessoa ir até Miranda do Douro. Depois, eu e a minha pessoa percebemos que ia ser complicado lá chegar. Então Miranda do Douro acabou por vir até mim. Primeiro chegaram os alunos através desta chamada por Skype. E depois veio a cidade inteira através de uma corrida por Miranda do Douro ao som do Supergigante. Vejam lá a qualidade deste filme! Os meus olhinhos ficaram espantados e emocionados. O meu coraçãozinho também. Pum pum, pum pum.
Ao longo da chamada por Skype, que durou mais de uma hora, os porta-vozes dos alunos foram a Helena, a Oceana, a Rita e o Gonçalo, que fizeram perguntas e comentários sobre o Supergigante. A Helena contou que já leu esta corrida várias vezes e a Leonor disse que se apaixonou pelo livro à primeira vista.
No final da sessão, a Helena leu um poema supergigante e muito fixe. Leiam também!

E entretanto já recebi por mensagem fotografias dos marcadores que três alunas fizeram. Em breve chegarão a Bruxelas e eu vou usá-los à farta!
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| Os marcadores da Leonor Pimentel, feitos com aguarela. |
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| Os marcadores da Oceana Fernandes |
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| E os marcadores da Helena Rodrigues. |
Portanto, olhem, eu cá acho que o futuro vai passar por Miranda do Douro. E vai ser excelente, excitante, supergigante.
Toca a aprender mirandês, malta!
Pergunta de ordem prática: para quando uma ligação ferroviária de jeito com as cidades de Trás-os-Montes? É que assim íamos todos lá aos montes.
Já era tempo!
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Um encontro à maneira na Madeira!
Pessoal, não se está nada mal no Funchal!
Hoje, Dia Mundial do Livro, tive o privilégio de estar no Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira com alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos das escolas São Vicente, Santo António e Bartolomeu Perestrelo. Foi uma tagarelice pegada!
Ao longo deste ano letivo, uns alunos leram o Supergigante, mas a maioria leu a Karateca.
Em algumas das turmas, por iniciativa das professoras de Português, andaram a circular cadernos vermelhos, onde alguns alunos fizeram desenhos altamente:


Mas a maioria escreveu textos diarísticos muito fixes, que falam de tudo um pouco.

Os amigos, o amor e o desamor, a morte, uma égua chamada Quinas, um passeio à chuva, uma viagem de autocarro, um treino de vólei, um jogo de hóquei, um poema, a letra de uma canção, o Sporting, o ballet, as dificuldades nos estudos, as dificuldades em mostrar o “lado lamechas”, as dificuldades em escolher uma profissão, a nega a matemática, a passagem do tempo, etc.




Os alunos mais corajosos quiseram ler os seus textos em voz alta. A Sara leu sobre o seu primeiro dia na turma do 9.º 5. A Isabela, cheia de força, leu sobre a sua (falta de) autoconfiança. O Pedro leu sobre um dia em que não aconteceu nada. A Mónica leu o texto do amigo sobre a morte do avô. A Beatriz leu sobre os problemas da turma. E o Francisco leu um texto sobre o seu cão, que acabava assim: “I love this dog. Siga, siga!”.

Eu cá falei sobre cadernos, livros, criatividade e também sobre o período. Pelo meio, houve perguntas, claro. Por exemplo: O fim é mesmo o princípio de outra coisa qualquer? Como é que se escreve um livro? A karateca é a Ana Pessoa? E ainda: É solteira?
Acabei a sessão a ler um excerto da Mary John que acabava assim: “Bardamerda para o amor”. Depois sentei-me num canto a autografar os livros de muitos leitores, sobretudo de rapazes, não sei porquê. Foram momentos de grande partilha também. O Edgar contou-me que, à semelhança do Edgar do Supergigante, também perdeu o avô e também tem problemas de concentração. A Natasha disse que leu o Supergigante num só dia. O Guilherme, grande leitor de mangas e bandas desenhadas, leu os três livros e elegeu o Supergigante como o seu favorito. E o Rodrigo, com os seus cabelos aos caracóis, disse-me que gostou em especial das “partes de astronomia”.


À despedida, os alunos ofereceram-me os seus cadernos vermelhos e eu fui a correr para uma esplanada deleitar-me com estes textos.
Cá estou eu, no Dia Mundial do Livro, a comer bolo do caco ao som destas palavras lindas de jovens madeirenses cheios de fúria e pujança.
Nada disto teria acontecido sem o convite e o apoio do Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira, o entusiasmo da diretora Fátima Barros e sua equipa, e o empenho das professoras de português Carlota, Luísa e Sílvia.
Cum a breca. I love these kids. Viva a Madeira! Siga siga!
Hoje, Dia Mundial do Livro, tive o privilégio de estar no Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira com alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos das escolas São Vicente, Santo António e Bartolomeu Perestrelo. Foi uma tagarelice pegada!
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| Tudo a postos para a sessão no auditório do Arquivo Regional e da Biblioteca Pública da Madeira |
Ao longo deste ano letivo, uns alunos leram o Supergigante, mas a maioria leu a Karateca.
Em algumas das turmas, por iniciativa das professoras de Português, andaram a circular cadernos vermelhos, onde alguns alunos fizeram desenhos altamente:


Mas a maioria escreveu textos diarísticos muito fixes, que falam de tudo um pouco.

Os amigos, o amor e o desamor, a morte, uma égua chamada Quinas, um passeio à chuva, uma viagem de autocarro, um treino de vólei, um jogo de hóquei, um poema, a letra de uma canção, o Sporting, o ballet, as dificuldades nos estudos, as dificuldades em mostrar o “lado lamechas”, as dificuldades em escolher uma profissão, a nega a matemática, a passagem do tempo, etc.




Os alunos mais corajosos quiseram ler os seus textos em voz alta. A Sara leu sobre o seu primeiro dia na turma do 9.º 5. A Isabela, cheia de força, leu sobre a sua (falta de) autoconfiança. O Pedro leu sobre um dia em que não aconteceu nada. A Mónica leu o texto do amigo sobre a morte do avô. A Beatriz leu sobre os problemas da turma. E o Francisco leu um texto sobre o seu cão, que acabava assim: “I love this dog. Siga, siga!”.

Eu cá falei sobre cadernos, livros, criatividade e também sobre o período. Pelo meio, houve perguntas, claro. Por exemplo: O fim é mesmo o princípio de outra coisa qualquer? Como é que se escreve um livro? A karateca é a Ana Pessoa? E ainda: É solteira?
Acabei a sessão a ler um excerto da Mary John que acabava assim: “Bardamerda para o amor”. Depois sentei-me num canto a autografar os livros de muitos leitores, sobretudo de rapazes, não sei porquê. Foram momentos de grande partilha também. O Edgar contou-me que, à semelhança do Edgar do Supergigante, também perdeu o avô e também tem problemas de concentração. A Natasha disse que leu o Supergigante num só dia. O Guilherme, grande leitor de mangas e bandas desenhadas, leu os três livros e elegeu o Supergigante como o seu favorito. E o Rodrigo, com os seus cabelos aos caracóis, disse-me que gostou em especial das “partes de astronomia”.


À despedida, os alunos ofereceram-me os seus cadernos vermelhos e eu fui a correr para uma esplanada deleitar-me com estes textos.
Cá estou eu, no Dia Mundial do Livro, a comer bolo do caco ao som destas palavras lindas de jovens madeirenses cheios de fúria e pujança.
Nada disto teria acontecido sem o convite e o apoio do Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira, o entusiasmo da diretora Fátima Barros e sua equipa, e o empenho das professoras de português Carlota, Luísa e Sílvia.
Cum a breca. I love these kids. Viva a Madeira! Siga siga!
quarta-feira, 21 de março de 2018
Encontros mágicos em Vila Nova de Gaia
Como falar da magia real? Ontem estive em Vila Nova de Gaia e agora estou para aqui cheia de ganas de viver. A culpa é dos alunos que conheci nas escolas Soares dos Reis e Teixeira Lopes. Garotada muito fixe e inspirada, com a vida toda pela frente.

Alguns tinham lido a Karateca, outros o Supergigante, outros ainda a Mary John. Alguns tinham lido os três livros ou então dois.
Na escola Soares dos Reis, havia um mostrador e uma parede da biblioteca decorados com as frases favoritas dos alunos. Frases que eu nem sabia que tinha escrito! Por exemplo: "Um olhar que olha." Ou: "O fim é o início de outra coisa qualquer." Ou ainda: "E tudo faz sentido, mesmo quando nada faz sentido."

O encontro com os alunos do 9.o ano começou com uma leitura do Miguel e da Joana. Leram um excerto da Mary John que fala, entre outras coisas, do sentido da vida e de "almas perdidas".

A conversa andou em torno das perguntas dos alunos, muitas delas nunca antes "perguntadas". Por exemplo esta: o que é para si uma "alma perdida"? A karateca queria realmente ser freira? Por que razão a Mary John continua a escrever ao Júlio depois de confessar que já o esqueceu? Quais as vantagens de escrever à mão?
Pergunta puxa resposta, lá fui falando dos livros e do processo de escrita de todos eles. A certa altura disse-lhes que transpirei bastante enquanto escrevia o Supergigante. Perguntei-lhes se tinham transpirado durante a leitura. A Catarina disse que tinha "transpirado dos olhos". A Leonor perguntou-me se os meus encontros com alunos também serviam de inspiração para escrever. Eu disse que sim e fixei logo aquele nome: Leonor. Like it very much! A Sofia quis saber se eu considerava a possibilidade de escrever para adolescentes partindo de personagens que não fossem adolescentes. E esta, hein?

O Alexandre mostrou-me os textos que ele escreveu e ilustrou a partir de frases do Supergigante. O primeiro poema tinha como título: "Eu corro e não avanço".
No final da sessão na escola Soares dos Reis, o Gonçalo - vestido de carteiro dos CTT - entregou-me um molho de cartas e uma prenda dos alunos.

Foi uma surpresa e tanto! Vim no alfa pendular pendurada nestas memoráveis epístolas.

Umas vinham escritas em folhas de caderno, outras em papel de carta com enfeites diversos: borboletas, folhas de árvore, Snoopys. Uma das alunas dizia que a Maria João, o Raul, a karateca, o Daniel, o Edgar e a Joana eram os seus "amigos novos". Uma outra leitora dizia que estava a aplicar o método científico da karateca a todas as áreas da sua vida. Uma das cartas mais longas e bonitas falava-me da morte e do amor a partir da leitura do Supergigante. E uma moça dizia que a Mary John contava a história da sua vida.
Depois de ler as cartas, abri o meu presente da escola Soares dos Reis.

Era um caderno novinho em folha: a prenda ideal para quem estava mesmo a precisar de desabafar. Escrevi assim: "Hoje conheci uns alunos que não são almas perdidas!"
Resta-me agradecer o empenho e a boa onda das professoras bibliotecárias e dos professores de Português das duas escolas. Agradeço em especial ao Pedro Carvalho da fantástica livraria Velhotes (onde habitam umas fanzines upa-upa) que organizou estes magníficos encontros. Estou para aqui a transbordar emoção, esperança e inspiração.


Alguns tinham lido a Karateca, outros o Supergigante, outros ainda a Mary John. Alguns tinham lido os três livros ou então dois.
Na escola Soares dos Reis, havia um mostrador e uma parede da biblioteca decorados com as frases favoritas dos alunos. Frases que eu nem sabia que tinha escrito! Por exemplo: "Um olhar que olha." Ou: "O fim é o início de outra coisa qualquer." Ou ainda: "E tudo faz sentido, mesmo quando nada faz sentido."

O encontro com os alunos do 9.o ano começou com uma leitura do Miguel e da Joana. Leram um excerto da Mary John que fala, entre outras coisas, do sentido da vida e de "almas perdidas".

A conversa andou em torno das perguntas dos alunos, muitas delas nunca antes "perguntadas". Por exemplo esta: o que é para si uma "alma perdida"? A karateca queria realmente ser freira? Por que razão a Mary John continua a escrever ao Júlio depois de confessar que já o esqueceu? Quais as vantagens de escrever à mão?
Pergunta puxa resposta, lá fui falando dos livros e do processo de escrita de todos eles. A certa altura disse-lhes que transpirei bastante enquanto escrevia o Supergigante. Perguntei-lhes se tinham transpirado durante a leitura. A Catarina disse que tinha "transpirado dos olhos". A Leonor perguntou-me se os meus encontros com alunos também serviam de inspiração para escrever. Eu disse que sim e fixei logo aquele nome: Leonor. Like it very much! A Sofia quis saber se eu considerava a possibilidade de escrever para adolescentes partindo de personagens que não fossem adolescentes. E esta, hein?

O Alexandre mostrou-me os textos que ele escreveu e ilustrou a partir de frases do Supergigante. O primeiro poema tinha como título: "Eu corro e não avanço".
No final da sessão na escola Soares dos Reis, o Gonçalo - vestido de carteiro dos CTT - entregou-me um molho de cartas e uma prenda dos alunos.

Foi uma surpresa e tanto! Vim no alfa pendular pendurada nestas memoráveis epístolas.

Umas vinham escritas em folhas de caderno, outras em papel de carta com enfeites diversos: borboletas, folhas de árvore, Snoopys. Uma das alunas dizia que a Maria João, o Raul, a karateca, o Daniel, o Edgar e a Joana eram os seus "amigos novos". Uma outra leitora dizia que estava a aplicar o método científico da karateca a todas as áreas da sua vida. Uma das cartas mais longas e bonitas falava-me da morte e do amor a partir da leitura do Supergigante. E uma moça dizia que a Mary John contava a história da sua vida.
Depois de ler as cartas, abri o meu presente da escola Soares dos Reis.

Era um caderno novinho em folha: a prenda ideal para quem estava mesmo a precisar de desabafar. Escrevi assim: "Hoje conheci uns alunos que não são almas perdidas!"
Resta-me agradecer o empenho e a boa onda das professoras bibliotecárias e dos professores de Português das duas escolas. Agradeço em especial ao Pedro Carvalho da fantástica livraria Velhotes (onde habitam umas fanzines upa-upa) que organizou estes magníficos encontros. Estou para aqui a transbordar emoção, esperança e inspiração.

quarta-feira, 14 de março de 2018
Dias felizes em Esposende!
A convite da Câmara Municipal de Esposende, passei dois dias felizes em terras esposendenses. Nas cinco sessões em cinco escolas com turmas dos 7.os e 8.os anos, houve tempo para a literatura e ainda para um teatro de sombras e para um fado! Cabe-me agradecer o entusiasmo e o apoio de todas as professoras bibliotecárias, em especial da professora Fernanda Vilarinho, que organizou esta maratona literária.
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| Os alunos nas várias sessões em Esposende, Forjães e Apúlia. |
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| O teatro de sombras sobre a karateca na escola António Correia de Oliveira. |
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| Alguns trabalhos dos alunos da escola António Rodrigues Sampaio. |
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Supergigante no México!
Y ahora no México: o Supergigante faz parte dos livros recomendados pela secção mexicana do International Board on Books for Young People (IBBY) no seu Guia de Livros Infantis e Juvenis de 2018.

¡Caracoles!
Acho que está a rolar um clima entre o Supergigante e a América Latina!

¡Caracoles!
Acho que está a rolar um clima entre o Supergigante e a América Latina!
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Supergigante nos Estados Unidos!
Great stuff! Mais uma notícia Supergigante. O Edgar corre até aos United States. Yeah!
A Fundação Cuatrogatos de Miami publica anualmente uma lista de obras recomendadas para crianças e jovens em língua espanhola.
O Supergigante foi um dos 10 finalistas na edição de 2018! Caso para dizer: Miaaaaau!
A Fundação Cuatrogatos de Miami publica anualmente uma lista de obras recomendadas para crianças e jovens em língua espanhola.
O Supergigante foi um dos 10 finalistas na edição de 2018! Caso para dizer: Miaaaaau!
sábado, 27 de janeiro de 2018
Supergigante no Chile!
¡Qué fuerte! No Chile, a Fundacíon La Fuente considera o Supergigante um dos livros "imprescindíveis" de 2017!
Fico emocionada. Só me apetece correr!
http://www.vivaleercopec.cl/2018/01/22/supergigante-correr-para-encontrarse/

Fico emocionada. Só me apetece correr!
http://www.vivaleercopec.cl/2018/01/22/supergigante-correr-para-encontrarse/

domingo, 22 de outubro de 2017
No Institut Saint Jean Baptiste de la Salle, em Bruxelas
Uh là là! Ontem passámos uma bela tarde no Institut Saint Jean Baptiste de la Salle, em Bruxelas. Eu, a Karateca, o Supergigante, a Mary John e este pequeno-grande ser dentro de mim estivemos à conversa com a malta do 6.º, 7.º e 8.º anos. Eram mais de 40 alunos, entre os 11 e os 14 anos, cada um com o seu percurso. Lusodescendentes, emigrantes, portugueses da Silva, todos têm em comum a identidade secreta de quem é de lá e de cá. Por causa disso, têm aulas de português ao sábado! À pergunta: "O português é a vossa língua materna?" responderam quase todos que sim.
No ano passado uns leram a Karateca, outros o Supergigante. A Mary John era novidade para as três turmas, menos para a Wendy que, com o seu ar de Terra do Nunca, já vinha com uma Mary John debaixo do braço.
As perguntas mais divertidas foram sobre as personagens femininas. Porque é que a karateca é tão complicada? Porque é que ela diz e desdiz? Porque é que a Joana diz uma coisa e faz outra? Porque é que ela não diz o que sente? Serão estas personagens tão diferentes de nós? Não seremos todos complicados? Umas vezes de uma maneira, outras vezes de outra? Não temos sempre dúvidas? O que ganhamos com isso? O que perdemos?
Acabámos o encontro com uma leitura da Mary John. Tinha pensado ler só uma página, mas acabei por ler umas cinco. O silêncio ia alto e concentrado!
Resta-me agradecer às professoras Sílvia e Maria Franquilina o convite e a simpática receção. Foi um dia em cheio!
No ano passado uns leram a Karateca, outros o Supergigante. A Mary John era novidade para as três turmas, menos para a Wendy que, com o seu ar de Terra do Nunca, já vinha com uma Mary John debaixo do braço.
As perguntas mais divertidas foram sobre as personagens femininas. Porque é que a karateca é tão complicada? Porque é que ela diz e desdiz? Porque é que a Joana diz uma coisa e faz outra? Porque é que ela não diz o que sente? Serão estas personagens tão diferentes de nós? Não seremos todos complicados? Umas vezes de uma maneira, outras vezes de outra? Não temos sempre dúvidas? O que ganhamos com isso? O que perdemos?
Acabámos o encontro com uma leitura da Mary John. Tinha pensado ler só uma página, mas acabei por ler umas cinco. O silêncio ia alto e concentrado!
Resta-me agradecer às professoras Sílvia e Maria Franquilina o convite e a simpática receção. Foi um dia em cheio!
sábado, 19 de agosto de 2017
Nova edição do Supergigante!
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Uma carta do Brasil!
Que legal! Recebi uma carta do Brasil. Na verdade chegou por email, em formato jpg, mas é uma carta a sério. Enviou-ma a professora bibliotecária Solange Rosati da escola SESI-SP CE123 de Sorocaba.
Onde fica Sorocaba?
Fui ver.
No Estado de São Paulo. A mais de 9 mil quilómetros de distância.
Maria Eduarda, menina empolgada de 12 anos, escreveu esta carta em nome dos seus colegas do 7.º ano.
Deste primeiro contacto resultará em breve um encontro virtual entre mim e alguns alunos de Sorocaba.
Estou aqui em brasas. A 9 mil quilómetros de distância. Cheia de vontade de atravessar o oceano a nado!
[Transcrição em baixo]
Transcrição:
Onde fica Sorocaba?
Fui ver.
No Estado de São Paulo. A mais de 9 mil quilómetros de distância.
Maria Eduarda, menina empolgada de 12 anos, escreveu esta carta em nome dos seus colegas do 7.º ano.
Deste primeiro contacto resultará em breve um encontro virtual entre mim e alguns alunos de Sorocaba.
Estou aqui em brasas. A 9 mil quilómetros de distância. Cheia de vontade de atravessar o oceano a nado!
[Transcrição em baixo]
Transcrição:
Ana Pessoa
Que honra poder
estar mandando uma carta para a rapariga karateca! Acredito que seja você!
Imagina só!!! Ana Pessoa, [há-de?] morrer de amor ♡.
De onde sai tanta
imaginação? E essas personagens? São as melhores, com certeza!
É uma mistura de
passado e presente, sentimentos, gostos e medos. Tudo isso resumido em
personagens. São as personagens o que diferencia você! Você é única! Afinal,
quem é N? As histórias são verdadeiras? Você escreve o que sonha? Tantas
perguntas. Não dá nem para selecionar algumas. DEVE haver uma resposta para
cada uma, e eu sei qual é. Tudo isso vem desse maravilhoso poço de vida! Que
nos [traz] as terríveis dúvidas durante toda leitura, esse suspense sobre o que
vai acontecer. É isso, é essa essência que você tem e que nunca irá faltar, sua
imaginação, a minúscula observação que pode mudar totalmente a história, e até
mesmo a vida da personagem. Edgar deixa tantas coisas para trás, está à procura
da essência da vida, de sua própria essência.
Bom, acho que já
escrevi bastante! Vou ficar por aqui! Nós, alunos do 7.º A, estamos à sua
espera entre os dias 19 e 23 de junho.
Você será
recebida de braços abertos!!!
Beijos♡
Maria Eduarda
quinta-feira, 18 de maio de 2017
Em Condeixa!
É tão bom entrar numa escola secundária! Atravessar a porta, regressar ao passado: o cheiro dos corredores, as mesas do bar, a biblioteca. Na semana passada estive na Escola secundária Fernando Namora em Condeixa. O sol em chamas a incendiar as ideias e nós enfiados na biblioteca. Falei com alunos do 9.º e 10.º anos, eles espalhados pelo chão e eu um pouco mais acima, sentada numa cadeira.

Alguns tinham lido a Karateca, outros o Supergigante ou a Mary John.


Alguns também gostavam de escrever. Outros havia que não gostavam de ler nem escrever. Ainda assim, aguentaram-se à bronca.
As perguntas foram muitas. Por que razão escreve literatura juvenil? Inspira-se na sua vida? As personagens são reais? Expliquei que tudo na vida era autobiografia e ficção. Que as personagens existiam sempre de alguma maneira. Que eu tinha uma relação empática com todas elas. A Ana Beatriz deu um pulo exaltado. Disse-me que não era possível sentir empatia pela Liliana. Que ela nunca seria amiga de uma pessoa assim. Depois entregou-me um texto muito bonito que escreveu, não sobre a Liliana, mas sobre a Joana Mendes do Supergigante.
Demorei tempo a perceber que as duas raparigas que falavam da Karateca e do Supergigante eram gémeas idênticas. Tentei distingui-las. Não consegui. Foi um momento ao estilo Uma Aventura.
Alguns rapazes tinham lido a Mary John por obrigação e acabaram por gostar. Um deles disse que tinha sempre pena de deixar a Mary John à noite, quando lhe dava o sono. Perguntei a um dos leitores rapazes se tinha sido esquisito ler sobre a menstruação. Ele riu-se e depois ficou sério. A seguir riu-se outra vez. Começou por dizer que não, não era esquisito. Depois acrescentou: "Foi muito enriquecedor." Gargalhadas em coro.
O André Rosa, estudante universitário de visita à escola, leu um texto da sua autoria. Era a carta de resposta do Júlio. Não seria interessante se ele respondesse? Debatemos esta hipótese. O que diria ele? Quem era o Júlio afinal? Quais as suas intenções?
Numa das sessões achei boa ideia ler uma passagem da Mary John. Já ia a meio da leitura quando me dei conta de que estava a ler em voz alta palavras como “clitóris”, “passaroca” e “pelos púbicos”. A consequência desta leitura foi uma inspiradora histeria hormonal.
Já se sabe que a literatura é um espaço selvagem!
No final ainda houve tempo para uma entrevista a sério com os repórteres da escola. Uma câmara aqui e outra ali para terem vários planos. Era um grupo de rapazes muito fixes!

Depois deste dia em grande resta-me agradecer à professora bibliotecária Ana Rita Amorim, que me recebeu de braços abertos e me lançou este desafio de forma tão entusiasmada.
Eu cá gosto à brava de desafios! E também de escarpiadas, o doce regional de Condeixa. Conhecem? É uma deleitosa histeria de açúcar!

Alguns tinham lido a Karateca, outros o Supergigante ou a Mary John.


Alguns também gostavam de escrever. Outros havia que não gostavam de ler nem escrever. Ainda assim, aguentaram-se à bronca.
As perguntas foram muitas. Por que razão escreve literatura juvenil? Inspira-se na sua vida? As personagens são reais? Expliquei que tudo na vida era autobiografia e ficção. Que as personagens existiam sempre de alguma maneira. Que eu tinha uma relação empática com todas elas. A Ana Beatriz deu um pulo exaltado. Disse-me que não era possível sentir empatia pela Liliana. Que ela nunca seria amiga de uma pessoa assim. Depois entregou-me um texto muito bonito que escreveu, não sobre a Liliana, mas sobre a Joana Mendes do Supergigante.
Demorei tempo a perceber que as duas raparigas que falavam da Karateca e do Supergigante eram gémeas idênticas. Tentei distingui-las. Não consegui. Foi um momento ao estilo Uma Aventura.
Alguns rapazes tinham lido a Mary John por obrigação e acabaram por gostar. Um deles disse que tinha sempre pena de deixar a Mary John à noite, quando lhe dava o sono. Perguntei a um dos leitores rapazes se tinha sido esquisito ler sobre a menstruação. Ele riu-se e depois ficou sério. A seguir riu-se outra vez. Começou por dizer que não, não era esquisito. Depois acrescentou: "Foi muito enriquecedor." Gargalhadas em coro.
O André Rosa, estudante universitário de visita à escola, leu um texto da sua autoria. Era a carta de resposta do Júlio. Não seria interessante se ele respondesse? Debatemos esta hipótese. O que diria ele? Quem era o Júlio afinal? Quais as suas intenções?
Numa das sessões achei boa ideia ler uma passagem da Mary John. Já ia a meio da leitura quando me dei conta de que estava a ler em voz alta palavras como “clitóris”, “passaroca” e “pelos púbicos”. A consequência desta leitura foi uma inspiradora histeria hormonal.
Já se sabe que a literatura é um espaço selvagem!
No final ainda houve tempo para uma entrevista a sério com os repórteres da escola. Uma câmara aqui e outra ali para terem vários planos. Era um grupo de rapazes muito fixes!

Depois deste dia em grande resta-me agradecer à professora bibliotecária Ana Rita Amorim, que me recebeu de braços abertos e me lançou este desafio de forma tão entusiasmada.
Eu cá gosto à brava de desafios! E também de escarpiadas, o doce regional de Condeixa. Conhecem? É uma deleitosa histeria de açúcar!
domingo, 30 de abril de 2017
No Luxemburgo!
A convite da Embaixada de Portugal no Luxemburgo, passei uns dias catitas no Grão-Ducado com alunos portugueses do Lycée l'Athénée do Luxemburgo, do Lycée de Garçons de Esch-sur-Alzette e do Lycée technique Mathias Adam em Lamadelaine.
Falámos de literatura, claro, e também desta relação intrincada e nostálgica com o nosso país e com a língua portuguesa.
Numa das sessões, demos tanto à língua, que nos esquecemos das horas. A sessão, que devia ter acabado às 18h, acabou depois das 19h. No final tirámos esta selfie.

Mantendo o espírito de partilha, e depois de alguma negociação, a Cristina levou o Supergigante, a Shana levou a Karateca e a Vanessa a Mary John. Assim, todas poderão ler todos!
Juntos somos sempre mais fortes.
E é tão bom partilhar!
Falámos de literatura, claro, e também desta relação intrincada e nostálgica com o nosso país e com a língua portuguesa.
Numa das sessões, demos tanto à língua, que nos esquecemos das horas. A sessão, que devia ter acabado às 18h, acabou depois das 19h. No final tirámos esta selfie.

Mantendo o espírito de partilha, e depois de alguma negociação, a Cristina levou o Supergigante, a Shana levou a Karateca e a Vanessa a Mary John. Assim, todas poderão ler todos!
Juntos somos sempre mais fortes.
E é tão bom partilhar!
segunda-feira, 13 de março de 2017
Pareço um queijo da serra!
Aqui fica um pequeníssimo registo fotográfico da minha passagem curta e intensa pelo cenário escolar, académico e bibliotecário em Portugal.
Regresso a Bruxelas de alma supergigante e amanteigada. Pareço um queijo da serra!
Nada disto teria acontecido sem o apoio da Fundação Lapa do Lobo e o entusiasmo de alunos, estudantes, formandos, bibliotecários e professores.

Na Biblioteca Municipal de Ílhavo, onde me encontrei com alunos de 3.º ciclo de Ílhavo, Gafanha da Nazaré e Gafanha da Encarnação.

Na Universidade de Aveiro, na companhia da professora Diana Navas, que falou das tendências da literatura juvenil no Brasil.

Na escola de Carregal do Sal com os leitores supergigantes Filipe, Ana Rita, Daniela e Pedro.

No inesquecível Concurso de Oratória dedicado ao Supergigante que decorreu na Fundação Lapa do Lobo. Muita emoção e nervos à flor da pele!

No workshop de escrita criativa, na Fundação Lapa do Lobo.
Regresso a Bruxelas de alma supergigante e amanteigada. Pareço um queijo da serra!
Nada disto teria acontecido sem o apoio da Fundação Lapa do Lobo e o entusiasmo de alunos, estudantes, formandos, bibliotecários e professores.





Agradeço em especial, e do fundo da minha existência, à professora Ana Margarida Ramos, à doutora Inês Vila e à doutora Ana Lúcia Figueiredo pelo seu profissionalismo e dedicação.
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