quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Faz-de-conta

Toco-lhe. E o bicho-de-conta faz-de-conta que é bola.
Dou-lhe um pontapé e ele rebola pé ante pé.
No final da calçada a bola desenrola e o bicho-de-conta dá por si noutro lugar.
É o único animal invertebrado de Lisboa, sente-se só.
Não sabe o que se passou nem onde está.

Há dias assim.

6 comentários:

Margarida Flor disse...

Há dias e dias assim em que estás cheia de imaginação e o bicho-de-conta conta, conta, conta...

Claudette Guevara disse...

Estou cansada dos faz-de-contas. Não dos teus, mas dos meus...

uxa disse...

Por vezes é uma questão de contar de trás-prá-frente para voltar a encontrar o fio à meada.

NoKas disse...

Bolas e bolinhas e rebolam sem parar!

Se estiverem na Serra da Estrela crescem como bolas de neve!

OrCa disse...

não é conta de rosário
nem bola de faz-de-conta
nem bichinho de sacrário
que rebola mais que a conta
é um serzito ordinário
que está sempre do contra...

Olá, olá! Bom 2008 ;-)) (Não, não é papeira, que já tive em miúdo. É que este ano decidi passar a usar barba nos comentários...)

Rute Borges disse...

não é?