quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A ficção e a realidade

Uma personagem passa por mim e eu pergunto-me que idade terá, de onde vem, para onde vai.
Se gosta de caramelo, se usa desodorizante, se bebe café com açúcar ou com leite ou então com cheirinho, se tem animais domésticos, se já roubou a alguém, se já foi amada. E depois pergunto-me por que carga de água fico a pensar numa personagem que nem sequer existe, quando a Europa pondera novas sanções contra a Rússia e o Iraque pede ajuda à NATO.
É como se eu preferisse a ficção à realidade.
Eu prefiro a ficção à realidade.
Mil vezes a ficção.

Eu e a ficção, de mãos dadas pela rua.

7 comentários:

GENTE disse...

Não se diz (logo não se escreve) "roubar a alguém". É "roubar alguém". HAHAHA!

GENTE disse...

QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO (mesmo que seja do vizinho)

Bonamassa disse...

LAND OF MAKEBELIEVE BLUES

Rui Silva disse...

A realidade é quase sempre bem mais estranha do que a ficção. Preferir a segunda à primeira não tem mal nenhum (era só o que faltava...). O que não vale a pena é deixar de dar importância à realidade porque no fim do dia estamos nela, gostemos ou não.

Boas ficções!
RV

pessoana disse...

Rui Silva, bem-vindo!

Bonamassa, pode tocar outras coisas além de blues.

Gentinha, também se rouba alguma coisa a alguém. De qualquer forma, admito que é feio roubar com a ou sem a.

Gentinha disse...

Pois tens razão mas no teu texto aquela frase soou-me mesmo mal! Às vezes o ruído sobrepõe-se à razão...

Magui disse...

Quando li o texto achei interessante a expressão "Roubar a alguém". Fez-me pensar e achei-a invulgar.
Gosto das coisas que me fazem pensar.
E... prefiro que me roubem algo a roubarem-me a mim, a minha pessoa e a levem sei lá para onde!
Se eu vivesse há uns séculos atrás, fosse jovem e um Príncipe encantado me roubasse e me levasse no seu cavalo branco, aí sim. Valia a pena!
Podia soar mal, haver ruído que eu nem dava por isso!
Agarrava-me às costas musculadas do meu Príncipe protegidas pela sua capa esvoaçante e queria lá saber do resto.