terça-feira, 18 de setembro de 2007

A casa (IV)

A nossa casa é um moinho:
roda sobre si própria como as crianças
e tem asas nas costas como os anjos.
Nela moemos o trigo do nosso pão.
Somos moleiros em queda livre:
fomos e viemos com o vento
como os pássaros que migram.
É o voo que dá fôlego à nossa casa.
Ou seja, é de vento que se faz o nosso pão.

4 comentários:

morcelinha disse...

Que linda casa e que bela noiva!

NoKas disse...

Bem vinda!!!!! :) E depois temos que ir ao moinho... Quem sabe beber um chá e comer um pãozinho (moinho made)!

cata disse...

O poema ilustra bem o aquilo que foi o vosso casamento. ADOREI!
Bjs grandes, grandes!

LICRIFE disse...

Adorei o vosso poema formiguinha, trabalhinho e respeitinho. Quenunca vos falte nada um beijo