quarta-feira, 23 de maio de 2018

Antologia 21 anos de Jovens Criadores

Estou tão feliz por fazer parte disto. É que eu nunca faço parte de nada. Ando sempre para aí largada, com esta figura de urso solitário e, de repente, vejo-me aqui rodeada de ursinhos muito fixes.
Já anda por aí a antologia que celebra os 21 anos de jovens criadores com textos de 21 outrora jovens criadores.




A primeira vez que ouvi falar nos jovens criadores foi no ano 2000. O Tiago Ribeiro Patrício usava barba e cabelo comprido. Emprestou-me a coletânea desse ano e eu li um conto do Valério Romão que, durante uns tempos, me tirou o sono e o ânimo. A primeira vez que li Ondjaki foi numa coletânea dos jovens criadores. Uns anos mais tarde, quando li o conto da Marlene Ferraz, fixei esse nome. Na primeira vez que fui selecionada, o João Tordo fazia parte do júri. Nessa coletânea também estava o José Júlio Trigueiros com uns minicontos hilariantes. Já estive em várias coletâneas com o André Murraças, mas nunca conheci o André Murraças. Na Mostra de 2012 conheci a Inês Bernardo. Lembro-me bem do seu conto áspero. Também me lembro do conto angustiante da Andreia C. Faria em 2013. E agora estamos aqui todos juntinhos nesta antologia. O meu conto, coitado, enfim, whatever, tem uns problemas de consciência. Mas há grandes pérolas nesta antologia. Por exemplo, o conto do Jorge Vaz Nande. Ou o conto da Teresa Bairos que dá o título à antologia. Ou as "histórias muito curtas" do José Mário Silva. Eu gosto à brava de estar ao lado destes nomes todos e também dos outros ursos criativos que eu tanto admiro: a Joana Bértholo, o José Luís Peixoto, o Bruno Vieira Amaral, o Ruy Narval, o Bruno Martins Soares, a Margarida Vale de Gato, o Miguel Marques e o Rui Costa.
Ah! O lançamento é a 10 de junho, dia propício a atividades criativas. Eu vou! Venham também. Vá lá! Não sejam assim.

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