terça-feira, 12 de maio de 2015

Eu sou um gato

Acabei de ler o delicioso "I am a cat" do inconformado Natsume Soseki.
Publicado em fascículos ao longo de 1905 e 1906, este romance sobre a sociedade japonesa é narrado por um gato sem nome que muito se espanta com a natureza humana e sobrehumana.
O amor, a amizade, o casamento, a verdade, a mentira, o trabalho, a casa, as crianças, o dinheiro, a corrupção, as obrigações e a literatura - todos estes temas rebolam pelo livro e caem sempre de pé.
Como os gatos.

Será possível que não haja uma edição do portuguesa deste livro?

In the old days, a man was taught to forget himself. Today it is quite different: he is taught not to forget himself and he accordingly spends his days and nights in endless self-regard. Who can possibly know peace in such an eternally burning hell? The apparent realities of this awful world, even the beast lines of being, are all symptoms of that sickness for which the only cure lies in learning to forget the self.

3 comentários:

Bonamassa disse...

CATWOMAN's BLUES

Miuxa disse...

Mais uma vez concentrada em histórias de myself, ou seja, lendo o teu texto e perguntando a mim própria "o que é que da minha parte posso comentar sobre este post?" surge-me o seguinte comentário: li há buéréré de anos um livro que na altura apreciei muito chamado 'A minha vida com o Lama' escrito na perspectiva de um gato. Vou procurá-lo aqui por casa para voltar a lê-lo, e se quiseres empresto.

Magui disse...

Como diz Valter Hugo Mãe na página 212 em "O Filho de Mil Homens", é mais ou menos o seguinte: devemos estar gratos ao sofrimento sobre o qual se constroi a felicidade.

Neste caso um sentimento de paz.