segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Um medo qualquer ao pescoço

Um medo qualquer ao pescoço.
Um sufoco que nem sequer é meu.
Um grito dentro da garganta.
Dentro das mãos.
Dentro do corpo.
O medo como uma trela.
Como uma gargatilha, como uma guilhotina.
O meu pescoço dentro do frio.
Dentro do cachecol.
Eu e o meu pescoço.
Um medo qualquer atravessado na garganta.
Entre a cabeça e as mãos.
Uma dor no pescoço quando leio, quando durmo, quando acordo.
Um nó na garganta muito antigo, que nem sequer é meu.
Um estrangulamento. Uma decapitação.
Perdemos qualquer coisa na semana passada.
Entre a cabeça e as mãos.
Um medo qualquer ao pescoço.

1 comentário:

bonamassa disse...

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