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segunda-feira, 11 de abril de 2022

Karateca - 5a edição!

Yáááa! 5.a edição!

A karateca está de volta. O meu absolute best-seller.

Ali estou eu, rapariga karateca, e ali estão os meus cadernos, os meus sonhos, as minhas angústias e as minhas perguntas sobre o amor, o futuro e a verdade. Ali estão também os meus pais, os meus professores, o meu irmão, os amigos, os primos, os tios, os avós.

É o meu primeiro livro, o mais ingénuo, o mais Ana.

Quando acabei de o escrever, não percebi se tinha realmente acabado de o escrever. Não percebi se aquilo era um livro ou a continuação dos meus cadernos.

Com ele ganhei o Prémio Branquinho da Fonseca. Soube da notícia num dia de chuva, depois de uma consulta de ortopedia por causa de uma lesão antiga no joelho, decorrente do Karaté. Lembro-me de entrar no táxi com as minhas canadianas, de rogar pragas à chuva e ao meu joelho, de pensar “Por que raio fiz Karaté? Por que raio não fiz antes natação ou ioga?” Nem sequer era grande karateca, nunca quis participar em campeonatos, não gostava muito de me ver com o kimono de Karaté.

No dia do lançamento do livro, estava tão nervosa que não conseguia segurar no copo de água pousado à minha frente.

Uma vez perguntaram-me que livro eu escolheria salvar, se só pudesse salvar um dos meus livros. Respondi sem hesitar que salvaria a karateca. 

Foi ela que me levou ao Planeta Tangerina, onde tenho sido tão feliz na tagarelice, na labuta e na partilha com a Isabel Minhós Martins, o Bernardo P. Carvalho, a Madalena Matoso, a Yara Kono, o João Gomes de Abreu, a Joana Estrela, a Cristina Lopes, a Carolina Cordeiro, a Mariana Vale e todos os demais habitantes desse astro.

“Eu não sou menina. Nem romântica.”

É que não sou mesmo. 

Topa-se, né?

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Karateca na escola!


Yaaaa! Karateca entra ao soco e pontapé nas aulas de Português!

Depois de uma pandemia que encerrou escolas e bibliotecas, enclausurou os alunos em casa e confiou a aprendizagem às plataformas digitais, não surpreende que a aquisição de competências tenha definhado em todos os níveis de ensino.

Para combater este abrandamento no que toca às competências de leitura e escrita entre os mais novos, o Plano Nacional de Leitura voltou (e bem!) a apostar na leitura orientada em sala de aula.

Os professores são convidados a pegar em obras de referência e a ler e trabalhar excertos com os alunos do 1.o e 2.o ciclos durante o tempo de aula. Caberá aos professores escolher entre a leitura em silêncio ou em voz alta, e entre atividades individuais ou coletivas. Importante será garantir que todos os alunos tenham o livro em mãos durante o momento de leitura.

A convite do Plano Nacional de Leitura, colaborei na elaboração de alguns dos materiais propostos e é com enorme orgulho (e lágrima no olho) que vejo a minha Karateca a entrar nas aulas do 6.o ano. 

Palmas ao PNL por mais esta iniciativa. Boa sorte aos professores e alunos. E, já agora, um amplo e certeiro rotativo na boca desta pandemia! 

Link para esta iniciativa do PNL: https://pnl2027.gov.pt/np4/plano21_23pnl2027.html

domingo, 12 de abril de 2020

Boa Páscoa!

A palavra ressurreição é efetivamente feia.


Em “O Caderno Vermelho da Rapariga Karateca”, ilust. Bernardo P. Carvalho

quinta-feira, 28 de março de 2019

XX Salón do Livro Infantil e Xuvenil de Pontevedra

Estou a caminho da Galiza para fazer a REVOLUÇÃO. 
Por esta altura já está a decorrer o XX Salón do Livro Infantil e Xuvenil de Pontevedra, que tem como convidado de honra, não um país, mas uma língua: a portuguesa. 
"Revolução" é o tema desta edição do festival. 



Nos próximos dias andarei num revolucionário com poetas, romancistas, ilustradores, bibliotecários, professores, contadores de histórias, estudantes e leitores da Galiza, de Portugal, do Brasil e de Angola. 
Juntos daremos o golpe da literatura!

O programa completo do Salón está disponível aqui: http://www.salondolibro.gal/edicion2019/wp-content/uploads/2019/03/Programa_salon_2019-1.pdf

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Um encontro à maneira na Madeira!

Pessoal, não se está nada mal no Funchal!
Hoje, Dia Mundial do Livro, tive o privilégio de estar no Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira com alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos das escolas São Vicente, Santo António e Bartolomeu Perestrelo. Foi uma tagarelice pegada!

Tudo a postos para a sessão no auditório do Arquivo Regional e da Biblioteca Pública da Madeira

Ao longo deste ano letivo, uns alunos leram o Supergigante, mas a maioria leu a Karateca.
Em algumas das turmas, por iniciativa das professoras de Português, andaram a circular cadernos vermelhos, onde alguns alunos fizeram desenhos altamente:


Mas a maioria escreveu textos diarísticos muito fixes, que falam de tudo um pouco.



Os amigos, o amor e o desamor, a morte, uma égua chamada Quinas, um passeio à chuva, uma viagem de autocarro, um treino de vólei, um jogo de hóquei, um poema, a letra de uma canção, o Sporting, o ballet, as dificuldades nos estudos, as dificuldades em mostrar o “lado lamechas”, as dificuldades em escolher uma profissão, a nega a matemática, a passagem do tempo, etc.












Os alunos mais corajosos quiseram ler os seus textos em voz alta. A Sara leu sobre o seu primeiro dia na turma do 9.º 5. A Isabela, cheia de força, leu sobre a sua (falta de) autoconfiança. O Pedro leu sobre um dia em que não aconteceu nada. A Mónica leu o texto do amigo sobre a morte do avô. A Beatriz leu sobre os problemas da turma. E o Francisco leu um texto sobre o seu cão, que acabava assim: “I love this dog. Siga, siga!”.



Eu cá falei sobre cadernos, livros, criatividade e também sobre o período. Pelo meio, houve perguntas, claro. Por exemplo: O fim é mesmo o princípio de outra coisa qualquer? Como é que se escreve um livro? A karateca é a Ana Pessoa? E ainda: É solteira?
Acabei a sessão a ler um excerto da Mary John que acabava assim: “Bardamerda para o amor”. Depois sentei-me num canto a autografar os livros de muitos leitores, sobretudo de rapazes, não sei porquê. Foram momentos de grande partilha também. O Edgar contou-me que, à semelhança do Edgar do Supergigante, também perdeu o avô e também tem problemas de concentração. A Natasha disse que leu o Supergigante num só dia. O Guilherme, grande leitor de mangas e bandas desenhadas, leu os três livros e elegeu o Supergigante como o seu favorito. E o Rodrigo, com os seus cabelos aos caracóis, disse-me que gostou em especial das “partes de astronomia”.




À despedida, os alunos ofereceram-me os seus cadernos vermelhos e eu fui a correr para uma esplanada deleitar-me com estes textos.
Cá estou eu, no Dia Mundial do Livro, a comer bolo do caco ao som destas palavras lindas de jovens madeirenses cheios de fúria e pujança.
Nada disto teria acontecido sem o convite e o apoio do Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira, o entusiasmo da diretora Fátima Barros e sua equipa, e o empenho das professoras de português Carlota, Luísa e Sílvia.
Cum a breca. I love these kids. Viva a Madeira! Siga siga!

quarta-feira, 21 de março de 2018

Encontros mágicos em Vila Nova de Gaia

Como falar da magia real? Ontem estive em Vila Nova de Gaia e agora estou para aqui cheia de ganas de viver. A culpa é dos alunos que conheci nas escolas Soares dos Reis e Teixeira Lopes. Garotada muito fixe e inspirada, com a vida toda pela frente.


Alguns tinham lido a Karateca, outros o Supergigante, outros ainda a Mary John. Alguns tinham lido os três livros ou então dois.
Na escola Soares dos Reis, havia um mostrador e uma parede da biblioteca decorados com as frases favoritas dos alunos. Frases que eu nem sabia que tinha escrito! Por exemplo: "Um olhar que olha." Ou: "O fim é o início de outra coisa qualquer." Ou ainda: "E tudo faz sentido, mesmo quando nada faz sentido."



O encontro com os alunos do 9.o ano começou com uma leitura do Miguel e da Joana. Leram um excerto da Mary John que fala, entre outras coisas, do sentido da vida e de "almas perdidas".





A conversa andou em torno das perguntas dos alunos, muitas delas nunca antes "perguntadas". Por exemplo esta: o que é para si uma "alma perdida"? A karateca queria realmente ser freira? Por que razão a Mary John continua a escrever ao Júlio depois de confessar que já o esqueceu? Quais as vantagens de escrever à mão?
Pergunta puxa resposta, lá fui falando dos livros e do processo de escrita de todos eles. A certa altura disse-lhes que transpirei bastante enquanto escrevia o Supergigante. Perguntei-lhes se tinham transpirado durante a leitura. A Catarina disse que tinha "transpirado dos olhos". A Leonor perguntou-me se os meus encontros com alunos também serviam de inspiração para escrever. Eu disse que sim e fixei logo aquele nome: Leonor. Like it very much! A Sofia quis saber se eu considerava a possibilidade de escrever para adolescentes partindo de personagens que não fossem adolescentes. E esta, hein?






O Alexandre mostrou-me os textos que ele escreveu e ilustrou a partir de frases do Supergigante. O primeiro poema tinha como título: "Eu corro e não avanço".
No final da sessão na escola Soares dos Reis, o Gonçalo - vestido de carteiro dos CTT - entregou-me um molho de cartas e uma prenda dos alunos.





Foi uma surpresa e tanto! Vim no alfa pendular pendurada nestas memoráveis epístolas.





Umas vinham escritas em folhas de caderno, outras em papel de carta com enfeites diversos: borboletas, folhas de árvore, Snoopys. Uma das alunas dizia que a Maria João, o Raul, a karateca, o Daniel, o Edgar e a Joana eram os seus "amigos novos". Uma outra leitora dizia que estava a aplicar o método científico da karateca a todas as áreas da sua vida. Uma das cartas mais longas e bonitas falava-me da morte e do amor a partir da leitura do Supergigante. E uma moça dizia que a Mary John contava a história da sua vida.
Depois de ler as cartas, abri o meu presente da escola Soares dos Reis.






Era um caderno novinho em folha: a prenda ideal para quem estava mesmo a precisar de desabafar. Escrevi assim: "Hoje conheci uns alunos que não são almas perdidas!"
Resta-me agradecer o empenho e a boa onda das professoras bibliotecárias e dos professores de Português das duas escolas. Agradeço em especial ao Pedro Carvalho da fantástica livraria Velhotes (onde habitam umas fanzines upa-upa) que organizou estes magníficos encontros. Estou para aqui a transbordar emoção, esperança e inspiração.








quarta-feira, 14 de março de 2018

Dias felizes em Esposende!

A convite da Câmara Municipal de Esposende, passei dois dias felizes em terras esposendenses. Nas cinco sessões em cinco escolas com turmas dos 7.os e 8.os anos, houve tempo para a literatura e ainda para um teatro de sombras e para um fado! Cabe-me agradecer o entusiasmo e o apoio de todas as professoras bibliotecárias, em especial da professora Fernanda Vilarinho, que organizou esta maratona literária.





Os alunos nas várias sessões em Esposende, Forjães e Apúlia.



O teatro de sombras sobre a karateca na escola António Correia de Oliveira.



Alguns trabalhos dos alunos da escola António Rodrigues Sampaio.


domingo, 22 de outubro de 2017

No Institut Saint Jean Baptiste de la Salle, em Bruxelas

Uh là là! Ontem passámos uma bela tarde no Institut Saint Jean Baptiste de la Salle, em Bruxelas. Eu, a Karateca, o Supergigante, a Mary John e este pequeno-grande ser dentro de mim estivemos à conversa com a malta do 6.º, 7.º e 8.º anos. Eram mais de 40 alunos, entre os 11 e os 14 anos, cada um com o seu percurso. Lusodescendentes, emigrantes, portugueses da Silva, todos têm em comum a identidade secreta de quem é de lá e de cá. Por causa disso, têm aulas de português ao sábado! À pergunta: "O português é a vossa língua materna?" responderam quase todos que sim.


No ano passado uns leram a Karateca, outros o Supergigante. A Mary John era novidade para as três turmas, menos para a Wendy que, com o seu ar de Terra do Nunca, já vinha com uma Mary John debaixo do braço. 
As perguntas mais divertidas foram sobre as personagens femininas. Porque é que a karateca é tão complicada? Porque é que ela diz e desdiz? Porque é que a Joana diz uma coisa e faz outra? Porque é que ela não diz o que sente? Serão estas personagens tão diferentes de nós? Não seremos todos complicados? Umas vezes de uma maneira, outras vezes de outra? Não temos sempre dúvidas? O que ganhamos com isso? O que perdemos?





Acabámos o encontro com uma leitura da Mary John. Tinha pensado ler só uma página, mas acabei por ler umas cinco. O silêncio ia alto e concentrado!
Resta-me agradecer às professoras Sílvia e Maria Franquilina o convite e a simpática receção. Foi um dia em cheio!


domingo, 3 de setembro de 2017

4.a edição da Karateca!

Tau, granda golpe!
A 4.a edição da rapariga karateca já anda por aí aos pontapés. Depois não digam que eu não avisei. Yáááá!







segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Um caderno vermelho

Recebi por correio uma prenda primorosa e rúbea.
Trata-se de um caderno vermelho com uma capa em feltro, em homenagem à rapariga karateca.
O trabalho é da autora do blogue Feltro nas Mãos.



É caderno vermelho liso, com um marcador de tecido e 240 páginas lisas, ao estilo da rapariga karateca.



Fico emocionada e mui corada. Pareço um autêntico caderno vermelho!
Hoje revisitei o meu caderno novo e também o meu primeiro livro. Às páginas tantas:

"Quando cheguei a casa, folheei o caderno: 240 páginas em branco, 240 metros, 240 quilómetros. Uma capa grossa, resistente, um elástico vermelho à volta, um marcador de tecido, novinho em folha.
Depois fui para o Karaté e passei o tempo todo a lutar com o Raul e a pensar no que fazer com este caderno.
Gosto das páginas em branco. Do coelho branco.
Um caminho à espera.
240 páginas.
Qualquer coisa por ser."

A ficção e a realidade cruzam-se. É muito fixe quando isto acontece.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Uma carta do Brasil!

Que legal! Recebi uma carta do Brasil. Na verdade chegou por email, em formato jpg, mas é uma carta a sério. Enviou-ma a professora bibliotecária Solange Rosati da escola SESI-SP CE123 de Sorocaba.
Onde fica Sorocaba?
Fui ver.
No Estado de São Paulo. A mais de 9 mil quilómetros de distância.
Maria Eduarda, menina empolgada de 12 anos, escreveu esta carta em nome dos seus colegas do 7.º ano.
Deste primeiro contacto resultará em breve um encontro virtual entre mim e alguns alunos de Sorocaba.
Estou aqui em brasas. A 9 mil quilómetros de distância. Cheia de vontade de atravessar o oceano a nado!
[Transcrição em baixo]


Transcrição:

Ana Pessoa
Que honra poder estar mandando uma carta para a rapariga karateca! Acredito que seja você! Imagina só!!! Ana Pessoa, [há-de?] morrer de amor .
De onde sai tanta imaginação? E essas personagens? São as melhores, com certeza!
É uma mistura de passado e presente, sentimentos, gostos e medos. Tudo isso resumido em personagens. São as personagens o que diferencia você! Você é única! Afinal, quem é N? As histórias são verdadeiras? Você escreve o que sonha? Tantas perguntas. Não dá nem para selecionar algumas. DEVE haver uma resposta para cada uma, e eu sei qual é. Tudo isso vem desse maravilhoso poço de vida! Que nos [traz] as terríveis dúvidas durante toda leitura, esse suspense sobre o que vai acontecer. É isso, é essa essência que você tem e que nunca irá faltar, sua imaginação, a minúscula observação que pode mudar totalmente a história, e até mesmo a vida da personagem. Edgar deixa tantas coisas para trás, está à procura da essência da vida, de sua própria essência.
Bom, acho que já escrevi bastante! Vou ficar por aqui! Nós, alunos do 7.º A, estamos à sua espera entre os dias 19 e 23 de junho.
Você será recebida de braços abertos!!!
Beijos♡

Maria Eduarda

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Em Condeixa!

É tão bom entrar numa escola secundária! Atravessar a porta, regressar ao passado: o cheiro dos corredores, as mesas do bar, a biblioteca. Na semana passada estive na Escola secundária Fernando Namora em Condeixa. O sol em chamas a incendiar as ideias e nós enfiados na biblioteca. Falei com alunos do 9.º e 10.º anos, eles espalhados pelo chão e eu um pouco mais acima, sentada numa cadeira.



Alguns tinham lido a Karateca, outros o Supergigante ou a Mary John.





Alguns também gostavam de escrever. Outros havia que não gostavam de ler nem escrever. Ainda assim, aguentaram-se à bronca.
As perguntas foram muitas. Por que razão escreve literatura juvenil? Inspira-se na sua vida? As personagens são reais? Expliquei que tudo na vida era autobiografia e ficção. Que as personagens existiam sempre de alguma maneira. Que eu tinha uma relação empática com todas elas. A Ana Beatriz deu um pulo exaltado. Disse-me que não era possível sentir empatia pela Liliana. Que ela nunca seria amiga de uma pessoa assim. Depois entregou-me um texto muito bonito que escreveu, não sobre a Liliana, mas sobre a Joana Mendes do Supergigante.
Demorei tempo a perceber que as duas raparigas que falavam da Karateca e do Supergigante eram gémeas idênticas. Tentei distingui-las. Não consegui. Foi um momento ao estilo Uma Aventura.
Alguns rapazes tinham lido a Mary John por obrigação e acabaram por gostar. Um deles disse que tinha sempre pena de deixar a Mary John à noite, quando lhe dava o sono. Perguntei a um dos leitores rapazes se tinha sido esquisito ler sobre a menstruação. Ele riu-se e depois ficou sério. A seguir riu-se outra vez. Começou por dizer que não, não era esquisito. Depois acrescentou: "Foi muito enriquecedor." Gargalhadas em coro.
O André Rosa, estudante universitário de visita à escola, leu um texto da sua autoria. Era a carta de resposta do Júlio. Não seria interessante se ele respondesse? Debatemos esta hipótese. O que diria ele? Quem era o Júlio afinal? Quais as suas intenções?
Numa das sessões achei boa ideia ler uma passagem da Mary John. Já ia a meio da leitura quando me dei conta de que estava a ler em voz alta palavras como “clitóris”, “passaroca” e “pelos púbicos”. A consequência desta leitura foi uma inspiradora histeria hormonal.
Já se sabe que a literatura é um espaço selvagem!
No final ainda houve tempo para uma entrevista a sério com os repórteres da escola. Uma câmara aqui e outra ali para terem vários planos. Era um grupo de rapazes muito fixes!



Depois deste dia em grande resta-me agradecer à professora bibliotecária Ana Rita Amorim, que me recebeu de braços abertos e me lançou este desafio de forma tão entusiasmada.
Eu cá gosto à brava de desafios! E também de escarpiadas, o doce regional de Condeixa. Conhecem? É uma deleitosa histeria de açúcar!

domingo, 30 de abril de 2017

No Luxemburgo!

A convite da Embaixada de Portugal no Luxemburgo, passei uns dias catitas no Grão-Ducado com alunos portugueses do Lycée l'Athénée do Luxemburgo, do Lycée de Garçons de Esch-sur-Alzette e do Lycée technique Mathias Adam em Lamadelaine.
Falámos de literatura, claro, e também desta relação intrincada e nostálgica com o nosso país e com a língua portuguesa.
Numa das sessões, demos tanto à língua, que nos esquecemos das horas. A sessão, que devia ter acabado às 18h, acabou depois das 19h. No final tirámos esta selfie.



Mantendo o espírito de partilha, e depois de alguma negociação, a Cristina levou o Supergigante, a Shana levou a Karateca e a Vanessa a Mary John. Assim, todas poderão ler todos!
Juntos somos sempre mais fortes.
E é tão bom partilhar!

segunda-feira, 13 de março de 2017

Pareço um queijo da serra!

Aqui fica um pequeníssimo registo fotográfico da minha passagem curta e intensa pelo cenário escolar, académico e bibliotecário em Portugal.

Regresso a Bruxelas de alma supergigante e amanteigada. Pareço um queijo da serra!
Nada disto teria acontecido sem o apoio da Fundação Lapa do Lobo e o entusiasmo de alunos, estudantes, formandos, bibliotecários e professores.


Na Biblioteca Municipal de Ílhavo, onde me encontrei com alunos de 3.º ciclo de Ílhavo, Gafanha da Nazaré e Gafanha da Encarnação.



Na Universidade de Aveiro, na companhia da professora Diana Navas, que falou das tendências da literatura juvenil no Brasil.



Na escola de Carregal do Sal com os leitores supergigantes Filipe, Ana Rita, Daniela e Pedro.



No inesquecível Concurso de Oratória dedicado ao Supergigante que decorreu na Fundação Lapa do Lobo. Muita emoção e nervos à flor da pele!



No workshop de escrita criativa, na Fundação Lapa do Lobo.

Agradeço em especial, e do fundo da minha existência, à professora Ana Margarida Ramos, à doutora Inês Vila e à doutora Ana Lúcia Figueiredo pelo seu profissionalismo e dedicação.