sexta-feira, 5 de março de 2021

O Gnu e o Texugo na RTP3

Hoje, “O gnu e o texugo” fecham em grande estilo o Todas as Palavras.


Nas palavras de Inês Fonseca Santos:

Um programa com tanta poesia, essa arte antiga de baralhar a linguagem e o mundo, conferindo-lhes um novo e inesperado lugar, não podia terminar sem a companhia de “O Gnu e o Texugo”.


Porquê?


A resposta está no subtítulo deste livro, escrito por Ana Pessoa, desenhado por Madalena Matoso e publicado pelo Planeta Tangerina. Diz assim: “Cuidado com o vento”.


E a verdade é que o vento também baralha sentidos e vira o mundo de pernas para o ar, colocando-nos no tal inesperado lugar, aqui imaginado por duas das autoras que mais nos espantam sempre que criam um livro novo.”

Episódio completo aqui: https://www.rtp.pt/play/p8281/e528715/todas-as-palavras

domingo, 21 de fevereiro de 2021

“Supergigante” na Sérvia

O “Supergigante” acaba de chegar à Sérvia!

Eu corro, o rapaz corre, o tempo corre.

Tudo corre.

Estou feliz pra chuchu.


Não vi ainda nenhum exemplar, mas a editora Urban Reads publicou esta foto.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Mary John em neerlandês

Yuhuu! A Mary John já anda por aí a desconfinar em neerlandês. Nesta foto está a espreitar por uma janela algures na Holanda, com aquele seu ar “vai ver se chove”. Edição (e foto) da Querido Kind com tradução da entusiasta Finne Anthonissen.

Estou que não posso.

Tirei umas quantas fotos ao meu exemplar.









sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Prémio Fundación Cuatrogatos 2021

Miaaauuu! 

Cá vão umas notícias dos United States of America:


A edição mexicana do “Aqui é um bom lugar” é finalista nos Prémios Fundación Cuatrogatos.



A fundação tem sede em Miami e promove a leitura e a educação junto da comunidade de língua espanhola.


A seleção Cuatrogatos é das únicas no mundo que distinguem as melhores obras de literatura infantojuvenil de entre todos os países de língua espanhola.


Para a edição de 2021 foram consideradas 1194 obras provenientes de 16 países.


Miau! Miau!


Estamos para aqui todos a ronronar de felicidade: a Joana Estrela, a tradutora Paula Abramo, a editora El Naranjo, o Planeta Tangerina e eu também, claro!


Miau para nós!


Link para o Prémio Fundación Cuatrogatos 2021: https://www.cuatrogatos.org/docs/premio4g/premio4gyear_28es.pdf

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Planeta Supergigante

O Planeta Tangerina faz 20 anos. Fogo. É mesmo muito tempo. Quando lá cheguei, a história já ia para lá de meio. E que bom foi aterrar nesse astro.

Esta foto é da festa do Planeta Tangerina em 2014. Nela lançamos para o espaço o “Supergigante” e também o “Com o tempo”. Foi na Casa Independente. Foi há quase 7 anos. Era verão, estava calor. 

Olho para esta fotografia e vejo os meus pais e os meus tios. Vejo a Marta a roer as unhas. Vejo o Rui Gonçalves e o Manuel Miranda, que já não andam por cá. Vejo até o Sérgio Godinho, que me pediu um autógrafo e eu não sabia o que escrever, que nervos. Não vejo a Joana, que tinha acabado de dar à luz um bebé muito fixe que hoje em dia é um rapaz muito fixe. Não vejo a Isabéu, que apareceu mais tarde. Não vejo o Johnny, mas sei que ele estava lá.

Olho para esta fotografia e lembro-me do meu estado de nervos, da Isabel Minhós sempre rija e calorosa, lembro-me do Afonso Cruz a falar pelos cotovelos, lembro-me daquela esplanada da Casa Independente, da saudade que eu senti de uma Lisboa que nunca foi minha, do Bernardo a cirandar por ali de chinelos, do pai da Madalena Matoso que conheci nesse dia, do autógrafo aos tremeliques que dei ao José Mário Silva, da boa onda da Cris e da Carol na palheta com os meus pais, do sorriso da Guerreira, que me fazia tanta falta em Bruxelas mas estava tão feliz em Lisboa. 

Foi um dia tão alegre e tão triste ao mesmo tempo. A minha corrida Supergigante chegava ao fim nesse dia. Estava muito calor. E eu sentia-me tonta, vazia e cansada. 

Tinha dado tudo o que tinha a esse livro. Não era muito, mas era tudo.

Toda a minha euforia, toda a minha dor, toda a minha fúria, todo o meu fôlego. E agora o livro corria sem mim. Qualquer um podia pegar nele. Qualquer um podia rir-se da minha prosa, desdenhar daquele rapaz a correr. Na melhor das hipóteses, talvez alguém gostasse do livro, oxalá o Supergigante encontrasse algum leitor com vontade de correr com ele. Era o que desejava para este meu segundo livro. Gostei tanto de o escrever, de sofrer com ele, de correr com ele.

O que seria deste livro sem o apoio incansável da Isabel Minhós Martins que me dizia frontalmente “gosto disto, mas não gosto nada daquilo”? O que seria do livro sem as ilustrações techno sound do Bernardo? O que seria de mim sem esta festa do Planeta Tangerina? Não sei. 

Felizmente não corro sozinha. Corro com eles. Com os habitantes do Planeta Tangerina. São pessoas tão fixes e, ainda por cima, tão sérias e competentes e geniais e amigas.

Que coisa tão boa me aconteceu na vida. Aterrar assim no Planeta Tangerina. E andar por lá a correr e a saltar!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Vermelho em Belém

amanhã não tenho planos

mas no próximo sábado

se o vírus deixar

e isto não acabar

hei de ir à embaixada

muito aperaltada

com uns brinquinhos 

e os lábios vermelhos

hei de entrar aos saltinhos

e votar com um beijo💋


#vermelhoembelem