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domingo, 18 de setembro de 2022

Fui e vim

Fui e vim.

Entre uma coisa e outra, estive com amigos, estive com a famelga, sublinhei uns parágrafos da Annie Ernaux, vi um arco-íris, assisti a um congresso na Universidade de Aveiro, fui a Ovar, falei sobre escrita com um grupo muito fixe de professores, fui à festa da Isabéu, pintei os lábios, sambei, abracei os meus pais, joguei às cartas com os meus sobrinhos, jantei em casa do meu irmão, comi um bolo de arroz, comi uma francesinha, comi polvo à lagareiro, dormi noites inteiras, reencontrei a Maria João Lopes, conheci a Sofia Madalena G. Escourido, discuti novos projetos com a Isabel e, last but not the least, tirei esta selfie com o Afonso Cruz. 


Onde me levam os livros: a lugares, a pessoas, a conversas, a hotéis, a outros livros, à existência. Vou de avião, de comboio, de autocarro, de metro, de táxi, de pés, de mãos, de coração.

Escrever não é bem isto. Escrever não é nada disto. Mas às vezes também tem disto. Não é, mas tem. E é tão bom quando tem. 

Esta frase aqui da Annie Ernaux: “Au fond, le but final de l’écriture, l’idéal auquel j’aspire, c’est de penser et de sentir dans les autres, comme les autres (…) ont pensé et senti en moi.” Tau!

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Romance multimodal em Aveiro


Estou que não posso de nervoseira e entusiasmo.👀

Na próxima 5a (faltam 3 dias!!!) eu e o Afonso Cruz (yikes!) vamos conversar sobre isto de escrevermos livros que não são feitos só de palavras. São feitos de quê, então? De conceitos, talvez, de soluções gráficas, de diálogo visual. 

Por exemplo: O texto será diferente se for escrito à mão? O texto será diferente se incluir um desenho? E se ele próprio for um desenho? E se o texto existir, não para ser impresso, mas precisamente para ser desenhado? 

Disto e doutras coisas falaremos eu, o Afonso e também a Sofia Madalena G. Escourido, que estará a moderar a conversa.

Querem vir?

É já na 5a, às 16h30, no auditório Aldónio Gomes (sala 2.1.10) da Universidade de Aveiro. Não haverá streaming nem youtube. É mesmo preciso aparecerem e sentarem-se numa cadeira. Como se fazia antigamente.

A conversa integra o congresso internacional “Fabulae Mutantur: o romance multimodal na literatura portuguesa contemporânea”. 

A culpa de tudo isto é da imparável e multimodal professora Ana Margarida Ramos, que nunca se cansa de investigar, desafiar, convidar e organizar.

Programa completo aqui: https://fabulaemutantur.webnode.co.uk

Andem daí!

domingo, 18 de julho de 2021

Los Mejores 2021: Banco del libro

Xina pá! 

A edição mexicana do “Aqui é um bom lugar” está entre “Los Mejores Libros 2021” selecionados pelo Banco Del Libro (Venezuela).





A seleção é feita por um grupo interdisciplinar de profissionais do livro oriundos de várias partes do mundo de língua espanhola.

Texto do júri (tradução minha a partir do espanhol):

“Uma voz dos nossos tempos dá conta do que muito bem compreende qualquer jovem: que ele não está nos nossos tempos, que ele está num tempo seu, feito de assincronias e selfies; de adultos perdidos e jovens que querem encontrar-se; de busca de beleza e descoberta dos próprios contrastes que existem em todo e qualquer bom lugar.”

Parabéns a nós, Joana Estrela e Paula Abramo, e a estes lugares incríveis que são as Ediciones El Naranjo e o Planeta Tangerina!

sábado, 17 de abril de 2021

"Tres miradas a la narrativa gráfica"

No outro dia estive a falar portunhol num evento online, no âmbito da iniciativa "Se Lee" organizada pela Universidade Veracruzana do México. 


O melhor deste encontro foi ficar a conhecer o trabalho e o processo criativo dos ilustradores mexicanos Amanda Mijangos e Emmanuel Peña. O tema de debate era a novela gráfica.

O vídeo pode ser visto aqui: https://fb.watch/4V32i48UWF/

Obrigada aos organizadores pelo convite. México é um bom lugar!


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Prémio Fundación Cuatrogatos 2021

Miaaauuu! 

Cá vão umas notícias dos United States of America:


A edição mexicana do “Aqui é um bom lugar” é finalista nos Prémios Fundación Cuatrogatos.



A fundação tem sede em Miami e promove a leitura e a educação junto da comunidade de língua espanhola.


A seleção Cuatrogatos é das únicas no mundo que distinguem as melhores obras de literatura infantojuvenil de entre todos os países de língua espanhola.


Para a edição de 2021 foram consideradas 1194 obras provenientes de 16 países.


Miau! Miau!


Estamos para aqui todos a ronronar de felicidade: a Joana Estrela, a tradutora Paula Abramo, a editora El Naranjo, o Planeta Tangerina e eu também, claro!


Miau para nós!


Link para o Prémio Fundación Cuatrogatos 2021: https://www.cuatrogatos.org/docs/premio4g/premio4gyear_28es.pdf

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Amigxs imaginarixs!

 ¡Caracoles!

Na Venezuela, “Aqui es un buen lugar” é um dos “amigxs imaginarixs” de 2020, uma seleção de livros recomendados por Pez Linterna, blogue de promoção da cultura e literatura para crianças e jovens.


A “reseña” de Freddy Gonçalves da Silva sobre o “Aqui...” está tão completa que tive dificuldade em escolher um excerto. Escolho este, mas poderia escolher outro:


“Autora e ilustradora se juntan en un diálogo permanente en este cómic que encierra toda la verdad de lo cotidiano. Ilustraciones, recortes, collage, fotografías, todos los elementos tienen cabida en esta manera fragmentaria que tiene de contar. No se trata de una historia de amor o sobre la construcción de una identidad propia al uso. No existe una línea argumental porque crecer no tiene todas las respuestas.”

Vale a pena ler o artigo introdutório de Freddy Goncalves Da Silva, que fala da nossa necessidade de amigos imaginários (livros, filmes, jogos, etc) durante esta epidemia da solidão e reflete sobre estes tempos sombrios para os livros. Que amigos imaginários queremos? A amazon ou as livrarias? Queremos seguir a tendência ou fazer a diferença?

Link para a seleção "amigxs imaginarixs": https://www.pezlinterna.com/post/amigxsimaginarixs

Num país como a Venezuela, que se encontra em plena crise política, económica e sanitária, a defesa da leitura só pode ser um ato de resistência.

Muchas gracias, amigos reais e imaginários!



sexta-feira, 9 de outubro de 2020

O Catálogo White Ravens é um bom lugar!

Crac crac. Estou aqui a crocitar de empolgadura!

Topem-me isto:

“Aqui é um bom lugar”, esse caderno que é um diário e também um lugar, recebeu o selo “White Ravens 2020”.

O selo é atribuído anualmente a 200 livros infantojuvenis considerados “incomuns e extraordinários”. A seleção é feita por um grupo de peritos da Biblioteca Internacional de Munique que avalia todos os anos milhares de obras de todo o mundo.

Na edição deste ano constam 200 livros publicados em 36 línguas de 56 países.

É, pois, com grande pasmo e tolice que vejo o caderno azul da Teresa Tristeza incluído neste catálogo.

No link aqui em baixo há mais links para o catálogo, para a apreciação do júri e para o livro.

https://www.planetatangerina.com/pt-pt/aqui-e-um-bom-lugar-no-white-ravens-2020/?fbclid=IwAR1rVwPBmt3iOA4iijDzq5NBv4EomYH8PEaazxwdYR9Fv0qBW3clakkdlXY

“Caí das nuvens. Caí em mim. Caí. Tenho uma certa queda para cair.”

Frase da minha avozinha: “Para a frente é que é o caminho.”


terça-feira, 15 de setembro de 2020

O Expresso é um bom lugar

 Ontem, no Expresso Curto, Pedro Cordeiro propôs “Aqui é um bom lugar”.

“Na novela gráfica, “Aqui é um bom lugar” (Planeta Tangerina), de Ana Pessoa e Joana Estrela. É uma espécie de scrapbook, galardoado em 2018 com o prémio literário Maria Rosa Colaço de literatura juvenil e recomendável também para idades mais avançadas. Na transição do liceu para a universidade, e fechando assim o ciclo deste Expresso Curto, todos encontraremos aqui motivos de identificação.”

https://expresso.pt/newsletters/expressomatinal/2020-09-14-Das-tripas-coracao-dos-pulmoes-cerebro?fbclid=IwAR0N8q7GPRaz-iTLu8SPO21lW18MnkcjHq56G9QNrPxhfAba_bCtrAUSDug



quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Aqui no México e em toda a parte!

Sábado às 18h30 em Portugal, 19h30 em Bruxelas e 12h30 no México. Lançamento da edição mexicana de “Aqui é um bom lugar”.
Vou hablar em portunhol. A Joana Estrela também.

Es la vida!


sexta-feira, 12 de junho de 2020

O México é um bom lugar!

Maravilha! “Aqui é um bom lugar” acaba de chegar ao México nestes tempos difíceis de pandemónio e pandemia.

Acho bem. Assim como assim, é o meu livro mais confinado. Está cheio de inquietações domésticas e ambientes caseiros.

Esta edição delicada das Ediciones El Naranjo parte de uma tradução incrível de Paula Abramo e já está disponível na plataforma eletrónica Bookmate.

Ficam as saudades deste caderno a quatro mãos com a magnífica Joana Estrela.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

O Expresso é um bom lugar!

Como já vem sendo tradição, os críticos do Expresso escolheram os melhores livros, discos, filmes, séries, peças de teatro, dança e exposições de 2019. Sara Figueiredo Costa, que tem a cargo a ilustração e a banda desenhada, considera o diário gráfico “Aqui é um bom lugar” um dos livros de 2019. Muita nice!




segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Amadora BD é um bom lugar!

Yikes! O Festival Amadora BD é um bom lugar. O júri decidiu neste fim de semana que a Joana Estrela é o “melhor ilustrador português” (melhor ilustradora portuguesa?).

A Joana é um granda gajo...


Foto do brother Henrique Pessoa

Todos os nomeados e vencedores: http://amadorabd.com/amabd2019/index.php/concursos

sábado, 26 de outubro de 2019

“Aqui é um bom lugar” no Festival Amadora BD

Feliz até dizer chega!



A Joana Estrela está nomeada para “Melhor ilustrador português de livro infantil” com o “Aqui é um bom lugar”. E que bem acompanhada ela está (Bernardo P. Carvalho, Pedro Burgos, Mariana Rio e Yara Kono). O prémio é atribuído pelo Festival Amadora BD que está a decorrer até 3 de novembro. Lista de todos os nomeados para todos os prémios do Amadora BD: http://amadorabd.com/amabd2019/index.php/concursos

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

“Aqui é um bom lugar” no Deus Me Livro

A crítica de Pedro Miguel Silva ao “Aqui é um bom lugar” começa assim:

“Fruto da parceria de Ana Pessoa (texto) e Joana Estrela (ilustrações), “Aqui é um bom lugar” (Planeta Tangerina, 2019) é um diário gráfico fora do comum, que aos pensamentos reservados à confidência do papel junta, também, fotos e recortes, desenhos entre o esboço e o pormenor, onde a escrita é também um gesto de ilustração, num livro com uma paginação irrepreensível cabendo ao azul e ao preto o domínio absoluto sobre a neutralidade do branco.”



E acaba assim:

Um livro “para ler, reler e folhear vezes sem conta”.

sábado, 29 de junho de 2019

O PNL é um bom lugar!

Ui! Que coisa tão boa ver o “Aqui é um bom lugar” no catálogo do Plano Nacional de Leitura.

Quer dizer que o livro continuará a fazer o seu caminho e a encontrar leitores através das escolas, das bibliotecas, dos professores e dos mediadores.

Leitura aconselhada a leitores fluentes dos 12 aos 18 anos, embora os demais leitores também sejam bem-vindos.

É possível pesquisar o catálogo online por idade, nível de leitura, tema, etc.
http://pnl2027.gov.pt/np4/catalogopnl1semestre2019.html


sexta-feira, 21 de junho de 2019

É a adolescência, senhoras e senhores!

Já está disponível na RTP Play o último episódio do Todas as Palavras: https://www.rtp.pt/play/p4253/e412917/todas-as-palavras

A não perder: entrevista bem boa aos magníficos Inês Barahona e Miguel Fragata a propósito deste Ciclone que é a adolescência.

“Aqui é um bom lugar” aparece mesmo no final do episódio.


Diz Inês Fonseca Santos sobre este diário gráfico:

“É a adolescência, senhoras e senhores, em todo o seu esplendor. Ou seja, é a coragem da descoberta e do desafio”.

Like!

segunda-feira, 3 de junho de 2019

O Parágrafo é um bom lugar

Esta foca é qualquer coisa!

“Aqui é um bom lugar” em destaque no Parágrafo.

Entrevista de Sara Figueiredo Costa.
Eu falei do texto. A Joana Estrela falou dos desenhos.
Bela conversa sobre o livro, sobre fragmentos e cadernos, sobre a adolescência, a infância e a memória.

Todo o Parágrafo: https://paragrafopontofinal.wordpress.com/2019/05/31/paragrafo-42/
Estou aqui a bater palminhas. Sou uma foca feliz.

sábado, 18 de maio de 2019

“Aqui é um bom lugar” na Revista Blimunda

Que nice! “Aqui é um bom lugar” pousou na Revista Blimunda da Fundação José Saramago.

Crítica de Andreia Brites.

“Como se lê este livro? Fragmentário, com pouca progressão narrativa, avança no tempo, na cronologia e consequentemente na biografia da narradora, Teresa Tristeza (para rimar). Teresa escreve e ilustra, às vezes a si própria, às vezes quem a rodeia, e ainda o espaço. Será este um modelo de diário de uma adolescente no século XXI, quando os adolescentes deixaram de escrever diários? Tem ou não este objeto (aceitando o pacto ficcional) as condições para ser catalogado ou considerado um diário?

Teresa desabafa, comenta, parafraseia e reproduz ditos da mãe, muitos, e outros que ouve por aí. Logo no início do caderno esboça um conjunto de planos a cumprir até ao final do ano letivo, desejavelmente o último da escola secundária. Parece que, pela associação livre de ideias e estímulos que a levam ao texto, Teresa diz pouco. Ao contrário. Apenas o faz por um caminho obtuso, mordaz, irónico, carregado de perspicácia e humor. É aliás nesse tom escrutinador de si própria que se reconhece a voz de Ana Pessoa. 

Depois da torrente narrativa da carta de Mary John a Júlio Pirata, provavelmente o melhor livro juvenil português da década, a escritora tinha entre mãos a dura tarefa de manter a identidade, a qualidade literária, a frescura e originalidade. Conseguiu. Aqui há também o mérito da ilustração, da paginação e do próprio design que tornam todas as partes compósitas deste livro num corpo uno: o diário de Teresa Tristeza. 



Joana Estrela capta a ironia com que a protagonista se representa pelo texto e logo lhe confere espaços de conforto no sofá, ecrãs que lhe devolvem o reflexo e a nós nos oferecem um retrato. Mais, acrescenta-se-lhe uma voz da imagem, já que a adolescente escreve e desenha. A leitura deste diário segue à letra o sentido de diário gráfico. 

O puzzle não está completo, e o que existe basta para acompanhar o 12.o ano de Teresa, saber quem é a sua melhor amiga, descortinar ciúmes, atentar em insatisfações em relação ao seu corpo, comprovar tensões e afetos familiares, acompanhar novas descobertas e intuir, já no dealbar do ano letivo, que talvez paire um encantamento. A certeza da mudança também não fica por dizer.”

A Revista Blimunda #83/84 de abril/maio de 2019 está acessível aqui: