Infelizmente, esta resposta não está correcta. Se pretende saber qual a resposta certa, clique aqui ou continue a ler em baixo.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Se respondeu a)
Infelizmente, esta resposta não está correcta. Se pretende saber qual a resposta certa, clique aqui ou continue a ler em baixo.
Se respondeu b)
Ena! Você foi suficientemente perspicaz para virar o mapa ao contrário (e nunca o mundo, que esse está sempre em pé, para onde quer que o rodemos).
(Por exemplo, se os Estados Unidos defecassem, o Alasca poderia ser o seu resultado. No entanto, esta resposta não consta das múltiplas escolhas porque o Alasca também tem direito à vida. E como sabemos, a merda não vive.)
Infelizmente, esta resposta não é correcta. Já se sabe que não existem cus separados do corpo.
Se respondeu c)
Parabéns! Você acertou na resposta certa. Realmente, estando separado dos Estados muito Unidos, e caso estes fossem um corpo humano com cabeça, tronco e membros, o Alasca só poderia consistir num outro corpo. Independente dos Estados mais unidos, como é evidente, mas seguindo-os sempre e para todo o lado, mais ou menos perto, mais ou menos longe, fielmente. Concluímos assim que o Alasca seria, nem mais nem menos, do que um animal de estimação. Amicíssimo do corpo muito unido.
Um cão, portanto. Branco como a neve, com a cabeça naturalmente fria. Muito fria. (Não seria o Alasca se não tivesse a cabeça muito fria.) Tão fria que o cão não a usaria. Os seus próprios membros também não a coçariam.
E portanto, se os Estados Unidos fossem um corpo humano com cabeça, tronco e membros, o Alasca seria um cão, com a sua cabeça, o seu tronco e os seus membros. Provavelmente feio. Rafeiro. Doente. Cheio de
(E estava eu neste exercício de escrita quando me apercebi do seguinte: Ora bolas, a Sarah Palin é governadora do Alasca! Que triste coincidência. E vai daí, voltei atrás e substituí as pulgas por carraças.)
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
nascer do sol
não viveu aqui.
não pertence aqui.
é estrangeira.
a luz veio à terra morrer.
e não nascer.
jamais nascer.
a aurora é triste.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
No escritório do chefe (IX)
- Sim, o grau dos adjectivos!
- Mas agora voltámos à Edite Estrela?!
- Ó Vasco, a Edite Estrela é uma grande mulher.
- Mas eu não quero saber da Edite Estrela, ainda não percebeu isso?
- Eu também não quero saber dela pra nada, ó Vasco. Mas do grau dos adjectivos, quero.
- Olhe, eu não! Estou-me nas tintas para o grau dos adjectivos. Badamerda pró grau dos adjectivos.
- Pois, é aí que o Vasco falha. É aí que o Vasco falha. Exactamente aí. Não há nada mais importante do que o grau dos adjectivos. Nada!
- Olhe, chefe, você definitivamente não me vai deixar falar. Não há paciência! De maneira que eu vou dizer o que tenho a dizer assim às três pancadas. Número 1: já não quero trabalhar mais para si. Número 2: arranjei outro emprego. Número 3: você é estúpido que nem uma porta, não compreende o que se passa na sua própria empresa e está-se a borrifar para os homens e as mulheres que trabalham nesta casa. Número 4: Vai daí, caguei para isto. Vou-me embora. Adeus.
- Está a ver, Vasco? Está a ver? Você, com um pouco mais de gramática, um pouquinho só, ia longe. Ia longe. Longe mesmo. Mas como lhe falta o léxico, você não vai mais longe, vai ficar aí, percebe? Aí, nesse sítio, nessa jaula de jardim zoológico. Para sempre.
- Tudo bem. Não vou mais longe! Isso para mim está tudo bem. Eu não quero ir mais longe, entende? Quero mesmo é ir-me embora. Você pode ficar com o léxico e a gramática e o grau dos adjectivos, que eu não me importo nada. Mesmo nada. E no entretanto, você, para mim, continua a ser estúpido.
- Pois continuo, para uns somos sempre estúpidos, não haja ilusões. Não quero convencê-lo do contrário. Agora veja o seguinte, Vasco. Veja o seguinte: você, com um pouco mais de gramática, se calhar tinha ganho esta batalha.
- E ganhei-a, chefe!
- Ganhou-a?! Você está parvo? Acha que o seu discurso alterou alguma coisa em mim? Em você? No mundo? Acha?! Você veio aqui com essa pose de herói e não conquistou nada nem ninguém.
- Olhe, tem graça, você também não.
- Eu não queria conquistá-lo, Vasco. Estive aqui o tempo todo a dar-lhe as ferramentas. Para você me conquistar.
- Eu não queria ferramentas. Queria só dizer-lhe o que tinha a dizer. E você não me ouviu, nunca ouviu, não quer ouvir. Ora, quem não ouve, ou é surdo, ou é estúpido. Você é estúpido.
- Vasco, você não tinha nada para dizer. Nada, absolutamente nada! Percebe? Veio aqui para chamar-me estúpido, era esse o seu objectivo.
- E cumpri-o! Cumpri-o! Logo, ganhei a batalha.
- Ganhou?! Ganhou?! Ora esta agora… Ganhou o quê?
- Isso: chamar-lhe estúpido. Chamei, não chamei?! Logo, ganhei.
- Isso aí não é um prémio, homem, não é um prémio. É um feito. Está ao seu alcance. É uma obra, nada mais. Deus sonhou, você quis e a coisa fez-se.
- Ao contrário, chefe.
- Ao contrário o quê?
- Deus quis, eu sonhei e a obra nasceu. Não foi Ele que sonhou. Ele quis.
- Está bem, Deus quis e você sonhou, pronto. E depois você entrou por aqui adentro e concretizou. Pronto, foi só isso. Não há aí nenhum prémio, nenhuma recompensa, o mundo é igual ao de há bocado. E sabe porquê, Vasco? Sabe porquê?
- Diga lá porquê, chefe!
- Porque não houve uma consequência. Uma só que fosse. Não houve. Você, com essa atitude, não conseguiu nada. Nada, percebe? Nada de nada. É assustador como a energia do Vasco não gerou nada.
- Gerou, sim. Gerou, sim, eu bem sei que sim. Gerou auto-estima, auto-confiança. Eu gosto mais de mim hoje, chefe, do que alguma vez gostei. Esta é, para mim, a medalha d'ouro! Gosto de mim!
- Você sempre gostou de si, você só gosta de si! E no entanto, Vasco, não mudou o mundo. Repare nisto: não mudou o mundo. Esteve perto disso e não o fez. Por opção. Você não mudou o mundo por opção. Isto é que é gritante! E tudo por causa do grau dos adjectivos.
- Epá, já não posso com o grau dos adjectivos, chefe! Acabe lá com isso.
- Pois, é aí a sua falha. Como lhe disse, é aí a sua falha. Eu a querer a ensiná-lo, a querer fazer de si um homem melhor, e você não quer aprender, não quer ouvir, não quer ser.
- Pois não.
- Pois não. Pois não! Logo, você para mim, é estúpido.
- Olhe, essa agora também não mudou o mundo, ó chefe, que pena!
- Pois não, não mudou. Não se pode mudar o mundo com gente estúpida, ó Vasco.
- Não, não, pare já com essa de virar a ponta ao prego.
- Não páro, não. Porque eu tenho imensa coisa para lhe dizer, Vasco, imensa coisa. O meu objectivo não é chamar-lhe estúpido, isso para mim é menor, não me limito aos tomates, percebe? Quero ir mais longe, quero transformá-lo, quero indicar-lhe um caminho. Para você deixar de ser estúpido. Mas você, por opção, não quer saber do conhecimento que eu tenho para lhe dar.
- Pois não.
- Pois não. Pois não! Você era quase um herói, Vasco. Quase um herói. Mas não se pode mudar o mundo sem gramática, Vasco. Não se pode. Repito: Não se pode mudar o mundo sem gramática.
- Ai não, chefe?
- Não, Vasco. Porque só ela permite o diálogo. Só ela permite o diálogo. E sem diálogo, não há comunicação. Só a gramática permite a comunicação. Entre si e os outros, entre si e os seus tomates, entre nós e o mundo. Percebe?
- Pronto, tudo bem, a gramática vai salvar o mundo. Mas você, para mim, continua a ser estúpido.
- Olhe só a coincidência disto, Vasco, olhe só: você, para mim, também continua a ser estúpido. É incrível, Vasco.
- Pois é. Então se calhar, nenhum de nós é herói, ó chefe.
- Se calhar não, Vasco.
- Mas somos os dois estúpidos.
- Sim, é verdade. Temos isso em comum. E temos outra coisa ainda em comum: somos dois estúpidos com tomates.
- É verdade.
- E no entanto eu sou chefe. E o Vasco não.
- Sim, é verdade. O chefe é chefe. Mas eu sou livre. E o chefe não.
- É uma perspectiva. É uma perspectiva. Vá-se lá embora então.
- Vou sim, chefe. Não disse tudo o que queria ter dito, mas enfim, fica para a próxima.
- Não se pode ter tudo nesta vida, Vasco.
- Pois não, chefe.
- Pois não.
- Ora então, cumprimentos à selva, chefe.
- Obrigado. E à sua jaula também.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
No escritório do chefe (VIII)
- Você chamou o chefe de estúpido?!
- Não estou a dizer a verdade?! Está a chamar-me de mentiroso, agora?
- Você chamou o chefe de estúpido?!
- Você está a chamar o chefe de mentiroso?
- Ó Vasco, você está realmente confuso.
- Eu não estou confuso.
- Ó chefe, este homem está confuso. Quer que eu chame a polícia?
- Não, Alídio. Não chame ninguém. Aliás, se fizer favor, pode até retirar-se. Não houve aqui agressão nenhuma, vamos resolver tudo isto a bem.
- Ó chefe, desculpe estar a intrometer-me, mas o que se está a passar aqui é agressão pura.
- Alídio, você tem toda a razão. Tem toda a razão mesmo, mas aqui o colega Vasco não concorda consigo. Aqui o Vasco acha que no jardim zoológico temos de chamar nomes às pessoas.
- No jardim zoológico?!
- Sim, o Vasco gostaria de viver no jardim zoológico.
- No jardim zoológico?!
- Eu nunca disse tal coisa, você está a manipular o meu discurso.
- Ó homem, não se meta onde não é chamado.
- Onde não sou chamado?! Eu sou o segurança deste edifício.
- Olhe, Alídio, vamos fazer o seguinte: se eu precisar de si, ligo lá para baixo, pode ser?
- Está bem, chefe, pode ser. Mas eu, por mim, resolvia já a coisa. Não vale a pena sermos heróis nestas alturas, chefe.
- Herói?! Você está a chamar o chefe de herói?!
- Pronto, Alídio, mas eu realmente preferia resolver isto à minha maneira, se não se importa.
- Este homem é um merdas, não é nenhum herói.
- Pronto, chefe, então se precisar de mim, já sabe onde estou.
- Claro, Alídio, sei muito bem. Obrigado por ter passado.
- É todo um merdas! Uma verdadeira papa de tomate com açúcar.
- De nada, chefe. Sempre às ordens. Mas já sabe o que eu acho, eu por mim...
[O segurança sai.]
- Já viu este rapaz, Vasco? Já viu bem? Tem uns 27 anos, não tem mais. Eu sei disso porque conheço a mãe dele e este miúdo já veio depois da minha filha.
- Não quero, você é um merdas!
- Sente-se, vá. Vamos lá resolver isto, faça-se um homem! O Vasco precisa de se acalmar. Está muito confuso.
- Confuso?! Eu?! Já lhe disse que não estou confuso. Sei bem o que disse, por que o disse e quando o disse. E o que eu disse foi: Você é estúpido. E um merdas. Não me arrependo disso. Ouviu? Não me arrependo.
- Aaaah, agora que o segurança se foi embora já não se arrepende.
- Ó chefe, você está a dar a volta ao meu discurso, eu nunca me arrependi de nada.
- Vasco, eu entendo isso tudo, entendo isso tudo: a sua fúria, o seu mal-estar, essa confusão toda que vai na sua cabeça. Entendo isso tudo. É verdade que entendo. Porque eu sou, no fundo e à superfície, um homem bom, 'tá a ver? Um homem compreensivo, pacífico, aberto ao outro. Pode perguntar a quem quiser, sou mesmo assim. E muito embora as hostilidades estejam definitivamente abertas entre mim e o Vasco, não consigo deixar de o ver como um ser humano, 'tá a ver? Não consigo. Você, para mim, é um ser humano. Nada mais que isso. Mesmo que queira viver no jardim zoológico, você, para mim, é humano. Igual aos outros. Com uma capacidade enorme para o erro e para o contraditório. Porque nós somos, por natureza, contraditórios, Vasco. Mesmo os meios-heróis. Somos todos contraditórios. Há que aceitá-lo. E em situações de perigo ainda mais contraditórios somos. É assim porque é assim. Sempre foi assim, há que aceitar o passado anterior a nós. Não o podemos alterar. E é exactamente por isso que o conflito entre o que somos e o que queremos é enorme. O fosso é profundo, temos vertigens só de olhar para ele, ficamos confusos com tudo isto. Mas ao mesmo tempo é isso que faz de nós seres humanos. Isso e nada mais. E é aqui que regressamos à tal conversa dos tomates.
- Não, não, chefe. Desculpe, mas não voltamos aos tomates, não senhor.
- Voltamos sim, é aí que tudo começa.
- Não, já chega de tomates. Não quero saber de tomates.
- Ai não? Não quer saber de tomates?! Então quer saber do quê?
- Do meu discurso. Das palavras. Do que tenho para lhe dizer. E depois vou-me embora. Vou-me mesmo embora. Para sempre.
- Ai sim? Mas o Vasco tem alguma coisa para dizer?
- Como assim, chefe? Então o que é que estamos aqui a fazer?! Então eu não estou aqui desde as nova da manhã para lhe dizer o que vim para dizer?
- Não. Estamos aqui por causa do que eu tinha para dizer. O que o Vasco disse foi que ia dizer o que eu queria ouvir, não o que tinha para dizer.
- Não, não disse nada disso. Não disse nada disso!
- Bom, então devo ter percebido mal, só pode. Peço desculpa, também tenho direito ao erro, não acha, Vasco?
- Acho, chefe!
- Muito obrigado. Ora então diga, Vasco. Essa tal coisa que tinha para dizer, diga, diga. Não é difícil dizer o que se tem para dizer, pois não?
- Olhe, mas também não é fácil.
- Pois não.
- Não sou muito bom com as palavras.
- Ai não?
- A importância do quê, chefe?
- Isso pergunto-lhe eu: A importância do quê, Vasco?
- Dos tomates?!
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
No escritório do chefe (VII)
- …
- Diga, diga, Vasco. Sou todo ouvidos.
- É todo ouvidos?! Você é todo um merdas, não é todo ouvidos. É todo um merdas.
- Ó Vasco, se você vai passar o tempo todo a insultar-me, então não vale a pena ficar a ouvi-lo, não acha?
- Cale-se, já lhe disse. Isto foi só uma maneira de introduzir o tema, de começar a conversa, nada mais.
- Não, não foi. Desculpe, mas não foi. Foi um insulto. Assim não se pode conversar, Vasco. Depois de tanto insulto, não há diálogo, homem. É que, neste caso, só mesmo eu para o ouvir, ó Vasco. Só eu. Que outro chefe é que ficava aqui a ouvi-lo?! Que outro chefe? Diga lá. Qualquer outra pessoa mandava-o embora e não queria saber mais de si, Vasco. Mas eu não sou assim, nunca fui assim. Cuido realmente do que é meu e estou aqui para cuidar de si. Acredito nisto até ao fim do mundo, entende? Até ao fim do mundo. Há que cuidar do que é nosso. Mas, por outro lado, se "o que é nosso" nos rejeita, então não podemos cuidar mais. E portanto, se o Vasco vem aqui com duas pedras na mão, então não há diálogo possível, não é verdade?
- Está a ver isto, chefe?! Está ver isto? Você está mais uma vez a discursar e eu a ouvi-lo.
- Desculpe, tem razão, Vasco. Tem toda a razão. Queria só sensibilizá-lo para isto. Só isso, nada mais. Já não está aqui quem falou.
- Ah, ainda bem. Que eu gosto é de falar para as paredes. Ora bem, tinha eu começado por dizer que você é todo um merdas, mas agora retiro o que disse para não ferir susceptibilidades. Retiro até o atributo estúpido que tão bem lhe colei à testa.
- Não, não. Nada disso. Não tira, não. Não se apaga o passado numa conversa destas. Não se apaga nada. Mas o que é isto? Um homem do presente assume o passado, não anda para aí a inventar. É preciso reconhecer o passado, percebe? Aceitá-lo. Resolvê-lo. Eu já o aceitei. Agora, se o Vasco está com peso na consciência, das duas, uma: ou vive com esse peso na consciência ou livra-se dele tomando uma medida no futuro. Resolvendo o passado, percebe? Mas aqui, neste escritório e neste momento, o passado permanece. Você chamou-me de estúpido. É por aí que começamos.
- Ora então, comecemos: Você é estúpido.
- Ó Vasco, não é preciso repetir. O que está dito, está dito. Além de que está a entrar em contradição consigo próprio. Ainda há pouco estava arrependido de ter escolhido tal atributo e agora já está novamente nessa insistência.
- Arrependido? Eu?! Acha que estou arrependido de o ter chamado estúpido?
- Sim, acho! Claro que o Vasco está arrependido! Até queria apagar isso do seu discurso.
- Bom, vamos lá ver uma coisa, eu não estou arrependido de nada.
- Mas bem que queria apagar o tal atributo do seu discurso.
- Sim, queria. Para ganhar os seus ouvidos, nada mais. Estava a cativá-lo, percebe? Com tanta lábia, nunca leu nada sobre retórica, chefe?
- Para ganhar os meus ouvidos?! Então tanta pujança para dizer o que quer e agora vai dizer o que eu quero?
[Batem à porta e antes mesmo que alguém responda, entram. É o segurança.]
- Desculpe interromper. Passa-se aqui alguma coisa? Ligaram-me lá para baixo a dizer que havia agressão.
- Não, não se passa nada.
- De certeza, chefe?
- De certeza. Foi só aqui o colega que veio ao escritório do chefe chamar-me nomes. Mas ele agora já está arrependido, de maneira que não há problema nenhum.
- Não, ó chefe, isso não lhe admito.
- Não me admite o quê?
- Eu não disse nada disso. Você está a pôr coisas no meu discurso que eu nunca disse.
- Como assim? Como assim? Você está a alegar que nunca me chamou estúpido?